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A difícil tarefa de tirar o paninho de nanar!

* Por Marcelo Ponzoni/ edição 178A difícil tarefa de tirar o paninho de nanar! 

Logo cedo em nossas vidas demonstramos a necessidade de estar apegados a alguma coisa para nos sentirmos seguros. 

Um exemplo é aquele paninho já roto pelo uso e que acompanha o já não tão bebê em muitas de suas caminhadas. 

Acho que, se soubéssemos o quanto é bom as pessoas que têm poder sobre nós tomar a atitude de tirar o nosso paninho de dormir, sem dó, nossa evolução e nosso aprendizado seriam mais rápidos e mais bem assimilados. 

É muito bom olhar para uma pessoa de quem gostamos e perceber que ela está confortável e feliz. Aí pensamos: por que tirar o paninho se ela gosta tanto? 

Sabemos que, se tirarmos o paninho, ela terá de enfrentar o novo, terá de iniciar um novo processo de aprendizado, não terá mais um apoio com que se acostumou, terá de se reinventar e novamente se adaptar. Então ficamos apreensivos, tememos causar-lhe medo e apreensão, tirá-la do conforto e privá-la de tantas outras coisas que a mantêm feliz e acomodada. 

O que percebo é que essa relação entre quem ama e quem é amado sofre algumas grandes distorções, pois jamais as lições pelo sofrimento serão entendidas por completo. Jamais vi um pai ou uma mãe dar um tapa na bunda de um filho como correção e não ir dormir com remorso ao ouvi-lo soluçando embaixo das cobertas. 

Acredito que a dor do mestre sempre será maior que a dor do aprendiz. 

O aprendizado para o crescimento está diretamente ligado à capacidade de largar o que antes parecia seguro para se encorajar na busca de outros “paninhos”. 

Muitos de nós buscamos a oportunidade para podermos arriscar, mas poucos são os que largam o “paninho” com a convicção de que, para pegar outro, existe uma barreira a ser rompida, e essa barreira pode exigir da pessoa muita humildade, desprendimento, autoconfiança e segurança própria. 

Achar que dependemos do paninho para conseguirmos o almejado pode ser um de nossos maiores erros. 

Por isso, antes que alguém tente puxar o seu paninho para o seu bem, jogue-o fora assim que perceber que ele já não faz mais parte do momento. 

Marcelo Ponzoni

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