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Vale a pena investir na felicidade?

Estudos mostram que trabalhadores felizes são 12% mais produtivos, e se estiverem engajados e contentes geram um lucro líquido para a empresa 21% maior. De acordo com pesquisa da universidade de Oxford, em 2019, funcionários satisfeitos têm um menor risco de problemas de saúde e um menor número de dias de trabalho perdidos devido a doenças. Já o estudo de Michigan, dois anos antes, diz que colaboradores felizes têm uma taxa de rotatividade 31% menor do que aqueles que são infelizes. A verdade é que um time que tem prazer em seu dia a dia no trabalho é 180% mais energizado do que aquele que é menos feliz.

A felicidade é produtiva e está na moda. Mas você sabia que 20% dos colaboradores das empresas estão engajados e 15% estão “ativamente desengajados”? E é por isso que o empresário deve entrar na jornada de obter o máximo de dados, pesquisas e indicadores relevantes do que o mundo está fazendo sobre o assunto para implementar efetivamente um programa de felicidade na sua companhia.

E nessa busca constante, como dono de companhia, descobri que, assim como existe o PIB que mede o produto interno bruto – atividade econômica de um país, existe também o FIB, que mede a felicidade de um país. O índice de Felicidade Interna Bruta é baseado em nove dimensões, como bem-estar humano, utilização do tempo de forma equilibrada, esgotamentos dos recursos da natureza, cuidados familiares, dentre outros. Da mesma forma, a organização americana Blue Zones selecionou cinco regiões no mundo onde determinadas comunidades têm oito coisas “em comum” e, por isso, as pessoas têm uma expectativa de vida de 20 anos a mais do que a média mundial.

Nesse contexto de identificação e busca de como e onde ser feliz, percebe-se que organizações do nosso planeta trabalham para criar seus “programas de felicidade” e aumentar o engajamento e a produtividade dos funcionários. Em um dos estudos mais completos sobre felicidade no trabalho, o cientista inglês Martin Seligman (2012) apresenta o conceito “PERMA V” (um acrônimo em inglês para: emoções positivas, engajamento, relações saudáveis, propósito, realizações e vitalidade), em que cada letra representa um pilar de “felicidade”.

E como aplicar o “PERMA V”? Uma ideia é criarmos cinco “selos” que representam nossos valores e cada colaborador pode reconhecer outro colaborador que tenha mostrado na prática algum desses valores. Ao ganhar três “selos”, a pessoa recebe uma “assinatura de email” com esse selo, superestiloso, e ela pode compartilhar no LinkedIn ou no Instagram. Uma ação bem simples e de custo zero que pode gerar um engajamento bem maior dos valores da empresa no dia a dia, além de trazer alguns dos seis elementos do acrônimo para o dia a dia da organização.

Uma outra ideia para o empresário que queira reforçar princípios e valores é criar um jogo em que, a cada reunião,
os colaboradores resolvem um “case da vida real” em forma de mistério (tipo o jogo Detetive) e, no final, as pessoas se sentem bem mais ativas e protagonistas para mostrar vulnerabilidades delas mesmas e discutir falhas, oportunidades e boas práticas dos processos da empresa de um jeito lúdico, envolvente e seguro.

Na língua japonesa tem uma palavra que se chama “ikigai”, que traduzindo significa “força motriz para viver”. Aquilo que você é pago para fazer, somando com o que você é bom, geralmente vira profissão. O que você faz bem aliado ao que você ama torna-se a sua paixão. Fazer o que você ama e o que o mundo precisa é sua missão. O que o mundo precisa e você é pago para fazer é sua vocação. Agora se você consegue ser pago para fazer algo que o mundo precisa, você ama e faz bem, isso é seu ikigai, ou o que move sua vida.

Será que temos pensado em criar ambientes seguros, estimulantes e interessantes nas nossas organizações que propiciem aos colaboradores se sentirem numa “blue zone”, desenvolver o P.e.r.m.a.v. e atingir seu ikigai?

Qual o FIB da sua organização? Esses são os desafios que acredito que farão parte das empresas do futuro, com colaboradores mais engajados, produtivos e mais felizes. Ou seja, “planos de felicidade” podem e devem ser a base do planejamento e da gestão estratégica das empresas do futuro, com melhores resultados, colaboradores mais engajados, produtivos e felizes.

Denilson Shikako

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no tempo certo

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