Compartilhe com sua comunidades

Inovar ou não inovar: quando vale a pena para sua empresa?

Em 1985, a Coca-Cola tentou mudar a fórmula do seu refrigerante e lançar a “New Coke”. A empresa tomou a decisão de reformular a bebida após anos de queda de participação de mercado para sua principal concorrente, a Pepsi. A nova fórmula foi testada extensivamente e recebeu feedback positivo de testes de sabor. No entanto, quando o novo produto foi lançado, enfrentou uma forte reação dos consumidores fiéis ao sabor original. Isso levou a uma enorme crise de relações públicas e a empresa acabou reintroduzindo a fórmula original como “Coca-Cola Classic” alguns meses depois.

Inovação é a palavra da moda nos negócios hoje. Parece um hype de negócios, não é? Inovação é mais que ter uma ideia. É uma ideia com nota fiscal. Porém, inovar é difícil; de cada sete novos projetos de produtos/serviços, cerca de quatro entram em desenvolvimento, 1,5 é lançado e apenas 1 é bem-sucedido. Fazer algo realmente novo é altamente arriscado, por isso muitas empresas preferem ficar na inovação incremental – que é um aprimoramento no produto/serviço atual.

Então, como saber se você deve perseguir uma inovação disruptiva – aquela que cria algo completamente novo e transforma o status quo – ou se você deve optar por não inovar? Primeiro: a inovação é uma solução necessária quando a tecnologia da empresa está em fase de estabilização ou obsolescência.

Por outro lado, existem algumas situações em que uma empresa pode optar por não inovar. Por exemplo:

Recursos limitados: se uma empresa tiver recursos limitados, pode ser um desafio investir em projetos de inovação. Nesse caso, pode ser mais benéfico focar na melhoria de processos e na eficiência.

Indústria estável: algumas indústrias têm pouca mudança e são relativamente estáveis.

Aversão a risco: a inovação geralmente envolve assumir riscos, e algumas empresas podem não se sentir confortáveis com a incerteza que acompanha novos empreendimentos.

Foco de curto prazo: empresas mais focadas em ganhos de curto prazo podem priorizar outras iniciativas em detrimento de projetos de inovação.

Sobrecarga: a organização está trabalhando em plena capacidade para atender a enorme demanda atual.

Embora possa haver situações em que a inovação não seja necessária, as mudanças têm sido tão aceleradas que a capacidade de mudar tornou-se, por si só, uma vantagem competitiva. E a falta de inovação pode levar à estagnação e, eventualmente, ao declínio.

Tiago Aguiar

Superintendente Executivo de Produtos, Novos Negócios e Marketing (CMO, CPO)

Informação valiosa, 
no tempo certo

Assine nossa newsletter

Anúncio

Falar sobre dinheiro pode soar frio, mas quando olhamos para o trabalho da Forbes entendemos que a fortuna é apenas a superfície de histórias muito maiores. A nova edição da...
Na noite do lançamento da SP2B, em São Paulo, 240 pessoas se reuniram no SP Hall. O clima era de expectativa, como quem assiste ao nascer de uma estrela. De...
O e-commerce no Brasil não é um ringue de dois. É uma corrida com pelotão denso e pista longa. O Mercado Livre lidera com 13% de participação. A Shopee vem...
Jensen Huang não é qualquer figurinha carimbada do Vale do Silício. Ele é o fundador e CEO da NVIDIA, a empresa que abastece o motor da inteligência artificial moderna. Suas...
A Volkswagen do Brasil está ampliando sua aposta na produção nacional como pilar de competitividade, inovação e geração de valor. Com investimento de R$ 20 bilhões programado para a América...
A Nvidia, empresa que lidera globalmente o fornecimento de chips para inteligência artificial, está no centro de uma disputa geopolítica que combina sanções comerciais, restrições tecnológicas e acusações de segurança...