Compartilhe com sua comunidades

A era do hype sem retorno

Em tempos quando todo mundo tem um palco e todo palco parece promissor, o marketing tropeça em sua própria pressa. 2025 chegou, e com ele a urgência de parecer relevante. Mas relevância, a verdadeira, aquela que move desejo e gera resultado, não se encontra numa trend passageira do TikTok, nem no publipost genérico que repete fórmulas de 2020.

Segundo a BrandLovers, R$ 1,57 bilhão foram desperdiçados em apostas erradas no marketing de influência. Bilhão, com “b” de “barulho”, não de “brand”. Setenta por cento dos investimentos viraram fumaça. Ou melhor, viraram vídeos assistidos por gente que nunca teve intenção de comprar.

E antes que alguém saque o dedo acusador em direção aos influenciadores, vale o aviso: eles não são culpados. Eles entregam o que sabem: conteúdo, carisma, criatividade. O erro mora no outro lado da equação: marcas que confundem popularidade com persuasão.

Um creator pode ter milhões de seguidores, mas se o produto é ruim, não há carisma que o salve. Se a oferta é genérica, se o posicionamento é preguiçoso, se os dados são ignorados, o resultado é previsível: engajamento sem efeito prático. Aplausos sem venda.

Enquanto umas marcas tropeçam nos próprios egos, outras dançam conforme o algoritmo, mas com coreografia estratégica. A Cimed, por exemplo, entendeu o jogo. Um rosto certo para cada campanha, um discurso alinhado com o público, uma mensagem que conversa e converte.

É simples de explicar, difícil de fazer: Escolha. Produto. Oferta. Dados. Quatro pilares que sustentam não só a influência, mas o impacto.

A verdade é dura, mas libertadora: fama não vende sozinha. Influência sem intenção é só ruído. E seguidor não é cliente, é só multidão.

O marketing do futuro não pergunta “quem está bombando?”, mas sim: Quem move desejo? Quem gera ação? Quem conecta a promessa com a entrega?

Porque, no final, o maior erro não é apostar em influenciadores. É esquecer que influência sem estratégia… custa caro.

Robson Harada

Itaú | Columnist @ MIT Technology Review | Growth | Product | Marketing | R&D and Innovation

Informação valiosa, 
no tempo certo

Assine nossa newsletter

Anúncio

Nem as empresas mais disruptivas estão imunes à disrupção. Vejamos o Google, que passou anos organizando o mundo a partir de busca e performance, até ver a OpenAI redefinir a...
Existe uma visão muito limitada sobre retorno sobre investimento no mercado. Muita gente ainda olha para ROI como se ele fosse apenas uma conta de curto prazo. Colocou dinheiro aqui,...
Toda história de estoque encalhado começa com uma aposta razoável. A marca identifica uma tendência, projeta uma demanda, coloca o pedido na produção e espera o mercado confirmar o que...
Pelo segundo ano consecutivo, estive em Austin, capital do Texas, mergulhando no SXSW, festival que mistura tecnologia, cinema, música e comédia e que, há décadas, se posiciona como o “epicentro...
Existem pessoas extremamente competentes, com experiências riquíssimas, mas cujo impacto permanece restrito. E existem outras que conseguem transformar seu conhecimento em algo que ultrapassa a própria trajetória e alcança milhares...
mudado um comportamento, uma rota, uma decisão de compra. E o posto de gasolina me deu esse caso antes de qualquer outro setor. Parecia improvável. O dono de posto opera...