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Ex-sócios da XP e BTG apostam na expansão da UY3, fintech de crédito como serviço

A descentralização do crédito avança no Brasil e atrai nomes de peso do setor financeiro. A UY3, fintech que opera no modelo de credit as a service, acaba de captar R$ 50 milhões em uma rodada liderada por duas gestoras com DNA bancário: a NVA Capital, dos ex-sócios da XP Marcelo Maisonnave, Pedro Englert, Eduardo Glitz e Victor Knewitz, e a Vectis, criada por Patrick O’Grady (ex-Pactual, Pollux e XP) e André Sá (ex-BTG Pactual).

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Ex-sócios da XP e BTG apostam na expansão da UY3, fintech de crédito como serviço

A descentralização do crédito avança no Brasil e atrai nomes de peso do setor financeiro. A UY3, fintech que opera no modelo de credit as a service, acaba de captar R$ 50 milhões em uma rodada liderada por duas gestoras com DNA bancário: a NVA Capital, dos ex-sócios da XP Marcelo Maisonnave, Pedro Englert, Eduardo Glitz e Victor Knewitz, e a Vectis, criada por Patrick O’Grady (ex-Pactual, Pollux e XP) e André Sá (ex-BTG Pactual).

Fundada há três anos pelos irmãos Tabaré, Querandy e Carace Acosta, veteranos em securitização e tecnologia, a UY3 oferece uma solução completa para que fintechs, correspondentes bancários e empresas possam conceder crédito aos seus clientes utilizando a infraestrutura regulatória e tecnológica da plataforma. A operação é viabilizada por meio da estruturação de FIDCs, conectando essas empresas com o mercado financeiro.

Em um setor dominado pelos grandes bancos, com Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Caixa concentrando cerca de 60% da carteira de crédito, a proposta da UY3 ainda é considerada emergente. Segundo Tabaré Acosta, embora o Brasil já conte com 1.500 fintechs, apenas cerca de 250 atuam diretamente na concessão de crédito.

Mesmo competindo com nomes consolidados como a QI Tech, avaliada recentemente em US$ 1 bilhão após rodada com a General Atlantic, a UY3 já movimentou R$ 5 bilhões em crédito em 2024 e projeta triplicar esse volume em 2025, atingindo R$ 15 bilhões. A fintech já atende cerca de 300 clientes e atua em frentes como crédito pessoal, consignado, buy now pay later e operações com garantia de FGTS, que hoje representam seu maior mercado.

A monetização da empresa se dá por meio de um fee sobre a emissão de dívida, proporcional ao volume transacionado por cliente. O novo aporte, segundo Tabaré, não será destinado à ampliação do capital regulatório, a UY3 já opera com geração de caixa, mas sim à contratação de executivos C-level e ao fortalecimento da infraestrutura tecnológica, com foco em escalabilidade.

Com essa rodada e a chancela de investidores experientes no setor, a UY3 pretende consolidar sua posição num mercado que começa, finalmente, a se abrir para um modelo mais distribuído e competitivo de crédito no país.

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Gustavo Fleming Martins

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