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Figma se prepara para IPO bilionário e quer provar que design também dá lucro

Com faturamento de US$ 821 milhões, margem de 18% e clientes globais, o “pesadelo do Photoshop” promete ser um dos IPOs mais quentes do ano

Depois de ter sua aquisição de US$ 20 bilhões pela Adobe frustrada por barreiras regulatórias, o Figma finalmente anuncia seu próprio caminho: o aguardado IPO da plataforma colaborativa de design já tem data para acontecer. Com a oferta pública inicial, a empresa espera captar cerca de US$ 1,5 bilhão, reacendendo o otimismo no mercado de tecnologia e sinalizando que produtos voltados à produtividade criativa continuam em alta, mesmo após o “inverno das techs”.

O formulário S-1 entregue à SEC, além de ser elogiado por seu visual (como era de se esperar), revelou números impressionantes: o faturamento nos últimos 12 meses atingiu US$ 821 milhões, com um crescimento de 46% ano a ano. A margem operacional ficou em 18%, um patamar saudável até mesmo para empresas de capital aberto, e ainda mais raro no universo SaaS.

Outro dado que chamou a atenção dos investidores foi o Net Dollar Retention (NDR) de 132%, o que significa que a receita líquida com clientes existentes cresceu 32% mesmo considerando cancelamentos e reduções de plano. O Figma também revelou ter US$ 1,5 bilhão em caixa, mesmo tendo levantado “apenas” US$ 749 milhões com venture capital ao longo de sua trajetória.

O relatório também destacou a robustez de sua base de clientes: são 450 mil empresas usando a ferramenta, incluindo 78% das companhias listadas na Fortune 2000. E embora a plataforma tenha ficado famosa entre designers, hoje mais de dois terços dos seus 13 milhões de usuários mensais ativos não são designers, o que indica uma expansão bem-sucedida para áreas como produto, engenharia e marketing.

Se o valuation privado do Figma estava em torno de US$ 12,5 bilhões, analistas já projetam que esse número poderá subir com a abertura de capital. Afinal, além de números sólidos, o Figma está estrategicamente posicionado como uma solução cloud-first, nativamente colaborativa e com alto engajamento, características-chave para empresas modernas que buscam agilidade e integração entre times.

Agora, resta saber: o Figma será apenas mais uma tech listada ou o novo benchmark de SaaS colaborativo no mercado público? A julgar pelos dados (e pelo hype), o desenho dessa história promete ser digno de destaque no portfólio dos investidores.

Gustavo Fleming Martins

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