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Desenvolver pessoas: a competência que diferencia grandes líderes

No ambiente corporativo, fala-se muito de metas, estratégias, entregas e indicadores. Mas, no cotidiano de qualquer organização, existe uma força que molda comportamentos, decisões e resultados: a capacidade de cada líder reconhecer a influência que já exerce, muitas vezes sem se dar conta. E aqui não estou falando de influência hierárquica nem apenas técnica. É uma influência que nasce do exemplo, da clareza, da maneira como enxerga o futuro e, sobretudo, como desperta movimento nas pessoas ao redor.

Digo isso em especial porque passei as últimas quatro décadas acompanhando pessoas que decidiram transformar conhecimento em algo maior do que elas mesmas. Nesse tempo, aprendi que o ponto de virada desses autores aconteceu quando perceberam, muitas vezes pela primeira vez, que a sua experiência, a sua visão e as suas histórias têm o poder de alterar a trajetória de outros. Sua mensagem ultrapassa seus limites individuais. E esse é um ponto que muitos líderes ainda subestimam. Muitas lideranças só compreendem o alcance de suas ações quando alguém do time verbaliza: “isso mudou a minha forma de pensar”. Outras só percebem o tamanho do sinal que emitem quando observam, na prática, comportamentos replicados.

E, ao não reconhecer seu próprio impacto, deixam de exercer a parte mais importante de seu papel: a sua capacidade de transformação.

No mercado editorial, isso é muito claro. O autor só cresce quando entende que o livro não é sobre ele, mas sobre o leitor. Da mesma forma, o líder só cresce quando entende que a empresa não existe para seus desejos individuais, mas para as pessoas que ela impacta.

Essa mudança de foco – de si para o outro – é o mesmo movimento que transforma gestores em líderes.

Dentro das organizações, a pergunta equivalente é: “O que a sua equipe, o seu cliente, o seu ecossistema ganha com a sua liderança?”

Líderes que pensam apenas em projeção pessoal constroem iniciativas frágeis: projetos de curto prazo, arranjos táticos, resultados que não se sustentam. Líderes que pensam em impacto constroem obras que ficam: culturas fortes, equipes protagonistas, negócios que sobrevivem às crises.

A base que sustenta grandes líderes

Como líderes, e aqui eu também me incluo, nosso papel vai muito além de orientar tarefas ou acompanhar indicadores. Ele começa quando assumimos que temos a responsabilidade de identificar o que realmente merece ser desenvolvido e o que precisa ser descartado.

E se fortalece quando entendemos que a liderança não existe para colocar o líder no centro, mas para criar ambientes onde outras pessoas possam crescer.

Percebo, ao longo dos anos, que líderes e autores que crescem de forma consistente compartilham três grandes compromissos:

O primeiro é possuir clareza de sua missão. Quando um líder sabe exatamente o que quer transformar, sua missão organiza as prioridades, dá direção às ações e evita dispersão.

O segundo é dedicar tempo e esforço na construção de um lastro sólido. Não se constrói um edifício alto sobre um terreno frágil, e equipes acompanham a liderança quando ela está apoiada em profundidade ética, competência técnica, maturidade emocional e coerência.

E o terceiro compromisso é ter a capacidade de dizer não. Dizer não a projetos que desviam do propósito, a parcerias desalinhadas, a comportamentos que enfraquecem a cultura e, às vezes, até a caminhos que parecem promissores, mas não sustentáveis.

Esses três pilares funcionam como uma espécie de infraestrutura da liderança.

Rosely Boschini

CEO na Editora Gente | Founder da Imersão Best-Seller

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