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Desafios e Oportunidades da Inteligência Artificial no setor bancário

Uso Ético e Responsável da IA: Prioridade para o Setor Bancário

No evento Febraban Tech 2024, realizado em São Paulo, líderes do setor bancário discutiram o impacto da inteligência artificial (IA) no setor financeiro, enfatizando a necessidade de uso ético e responsável da tecnologia. Isaac Sidney, presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), destacou a importância de implementar a IA com rigor científico e ético, devido aos desafios complexos que sua aplicação apresenta. Segundo ele, a IA tem potencial para redefinir negócios e interações sociais, exigindo responsabilidade dos gestores do setor para garantir a confiança dos clientes e a integridade dos processos.

Transformação Digital e Inovações

O evento também abordou a transformação digital no setor bancário, destacando inovações como o Open Finance e o Drex, moeda digital desenvolvida pelo Banco Central. Essas inovações estão redefinindo o setor, impulsionadas pela aplicação de IA em diversos processos. As instituições financeiras estão investindo em projetos de IA para melhorar a eficiência e a competitividade, com iniciativas já em andamento ou em fase de testes.

Projetos de IA nas Instituições Financeiras

O Bradesco, por exemplo, desenvolve cinquenta iniciativas de IA generativa e testa uma versão avançada de sua assistente virtual Bia com 1,6 mil funcionários, com previsão de expansão para 60 mil colaboradores até o final do ano. Marcelo Noronha, diretor-presidente do Bradesco, ressaltou a importância da governança na adoção da IA, destacando preocupações com ética e reputação.

No Itaú Unibanco, o presidente Milton Maluhy Filho mencionou que a instituição tem 250 projetos de IA em diversas áreas. Ele comparou a revolução tecnológica da IA ao surgimento da internet nos anos 90, destacando a necessidade de começar com testes controlados antes de expandir as ferramentas para milhões de clientes.

Carlos Vieira, presidente da Caixa, destacou o uso da IA no reconhecimento de clientes afetados por desastres climáticos e na aceleração de processos de crédito imobiliário. Com a IA, o tempo de montagem de dossiês de crédito foi reduzido de três dias para três horas, resultando em uma economia diária de R$ 1 milhão.

Aplicações Futuras da IA

Mario Leão, CEO do Santander Brasil, mencionou o uso da IA generativa pelo banco para desenvolvedores e atendimento ao cliente, com foco em assessoria de investimentos e comunicação. Ele destacou que a IA pode ajudar a conquistar a principalidade dos clientes, oferecendo benefícios em preço, agilidade e competitividade.

O evento contou também com a participação de Amy Webb, futurista americana, e Esther Duflo, economista vencedora do Nobel de Economia, que discutiram tendências e impactos futuros da tecnologia no setor financeiro. O uso ético e responsável da IA foi um tema central, com os líderes do setor reforçando a importância de um regulador para controlar e dominar o processo de transformação.

Gustavo Fleming Martins

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