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Boeing busca US$ 25 bilhões para estabilizar finanças e enfrentar crise

Plano envolve emissão de ações e dívida para cobrir prejuízos e reestruturar operação

A Boeing anunciou que pretende levantar até US$ 25 bilhões por meio de emissão de ações e títulos de dívida, com o objetivo de enfrentar a severa crise financeira que atravessa desde 2018. A empresa já perdeu quase US$ 90,7 bilhões em valor de mercado e registrou um prejuízo de US$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2024, superando as perdas de US$ 149 milhões no mesmo período de 2023.

O novo CEO, Robert Ortberg, assumiu a companhia em agosto e já traçou um plano de reestruturação, que inclui o adiamento do lançamento do modelo 777X e a demissão de 17 mil funcionários, o equivalente a 10% da força de trabalho global da Boeing. Além disso, a empresa está descontinuando a produção do cargueiro 767.

A Boeing vem sofrendo desde os acidentes com o 737 MAX em 2018 e 2019, que causaram a morte de 346 pessoas e resultaram na suspensão das operações dessa linha por cerca de 20 meses. Desde então, a companhia tem lutado para recuperar sua imagem e enfrentar uma série de problemas, incluindo questões de certificação e segurança com o modelo 787 Dreamliner.

As ações da Boeing acumulam queda de 40,5% em 2024, e o plano de captar recursos é visto como essencial para evitar que seus títulos de dívida sejam rebaixados ao status de “junk”, reservado para ativos de pior qualidade.

Gustavo Fleming Martins

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