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Itaú BBA expande atuação com área dedicada a M&As no mercado esportivo

Banco mira SAFs, naming rights e transmissões em setor de R$ 52,9 bi anuais

O Itaú BBA está ampliando sua participação no mercado de fusões e aquisições (M&As), estruturando uma área especializada em esportes. A operação, prevista para início em janeiro de 2025, busca aproveitar oportunidades em Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs), naming rights e direitos de transmissão, além de explorar outros esportes emergentes no Brasil.

O mercado esportivo brasileiro movimenta R$ 52,9 bilhões ao ano, equivalente a 0,72% do PIB nacional, segundo estudo da EY em parceria com a CBF. Com 63 clubes já aderindo ao modelo de SAF, a relevância econômica do setor está em ascensão. Exemplos recentes incluem a Portuguesa, que aprovou uma proposta de R$ 1 bilhão para transformação em SAF, liderada pela Tauá Partners, Revee e XP. Outros clubes, como o Fluminense, já contrataram assessorias como o BTG Pactual para buscar investidores.

No segmento de naming rights, o Brasil conta atualmente com mais de dez arenas patrocinadas, como Allianz Parque, Neo Química Arena e Arena MRV. O contrato do Morumbi, que se tornou “MorumBIS” após um acordo de R$ 75 milhões com a marca Bis, é um exemplo do potencial comercial. A venda de direitos de transmissão também cresce, incluindo plataformas digitais como a Caze TV, que transmitirá o Campeonato Brasileiro em streaming aberto de 2025 a 2027.

Com essa nova área, o Itaú BBA planeja disputar um mercado atualmente dominado por BTG Pactual e XP. Os dois bancos participaram de importantes transações de SAFs, como Cruzeiro, Atlético-MG e Botafogo, além de atuarem na formação de ligas de futebol.

No setor de M&As como um todo, um estudo da Seneca Evercore revela que boutiques independentes vêm ganhando espaço no Brasil. Entre 2018 e 2024, essas assessorias passaram de 7% para 22,8% de participação de mercado, enquanto bancos comerciais e internacionais perderam representatividade.

O Itaú BBA pretende explorar a lacuna deixada por boutiques que ainda não se especializaram no segmento esportivo, apostando em um mercado que combina grandes cifras e alta visibilidade. A estratégia também reforça sua posição no mercado de M&As brasileiro, que tem se tornado cada vez mais competitivo.

Gustavo Fleming Martins

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