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Errar pequeno, acertar gigante

Na conversa conduzida por Alexandre Soncini, não se falou sobre transformação digital como se fosse novidade. Falou-se como quem vive isso por dentro, no caos, na cultura e nos códigos.

Paulo Corrêa, CEO da C&A, resumiu em uma frase o que define o novo ritmo da inovação:
“Errar rápido e pequeno. E quando acertar, que seja alto e gigante.”

É o fim da era das apostas cegas. Hoje, toda ideia vira teste. Todo teste vira dado. E todo dado vira decisão. Não existe mais “achismo”. Existe velocidade, escuta, pragmatismo. A C&A se tornou uma empresa que testa o tempo todo, novos produtos, novos formatos, novas jornadas. “Canal não é silo. É parte de uma história conectada.”, diz Paulo. O consumidor começa na rede, termina na loja. Ou o contrário. A jornada é viva.

Marcelo Ribeiro, do GPA, trouxe a mesma essência sob outra lente: a da reconstrução cultural. Após a perda do fundador, o grupo precisou reaprender a ser. Assumir sua identidade de forma ativa. Não bastava manter a tradição. Era preciso redesenhá-la.
Hoje, o Grupo Pão de Açúcar persegue seis pilares. Um deles, ousado: ser o melhor varejo premium alimentar do Brasil. E isso começa pelos perecíveis. Pelo atendimento. Pelo NPS de 85 em 2025. Mas também pelo digital. Pela governança que se adapta à experiência do cliente, e não o contrário.

Ambos concordam: tudo se ancora no dado. Tudo. A jornada é mapeada, o comportamento é interpretado, os padrões são lidos. E é aí que entra a inteligência artificial, não como tendência, mas como músculo.

Paulo lembra que iniciou o primeiro projeto com IA ainda em 2021. “Era projeção de demanda, recebimento, ciclo de vida do produto. Hoje, é muito mais.” A IA agora aprende, sugere, antecipa.
“Pense em um assistente que empodera sua equipe a decidir melhor. Isso é IA. Isso é evolução.”

Marcelo completa: inovação e inteligência artificial são aliadas, mas só fazem sentido quando ajudam a entregar o que a sociedade realmente precisa, no tempo certo, do jeito certo.
“É sobre ler o presente e retribuir com soluções.”

E no final, o que fica é simples.
O varejo não é mais lugar.
É momento.
É conexão.
É ajuste fino entre cultura, tecnologia e gente.

Gustavo Fleming Martins

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no tempo certo

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