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Receita Líquida do setor de embalagens deve crescer

Receita Líquida do setor de embalagens deve chegar a R$48 bilhões com expansão do nível de emprego

 

Dado é divulgado no Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV realizado pela ABRE – Associação Brasileira de Embalagem

 

A ABRE – Associação Brasileira de Embalagem divulga nesta semana o Balanço Setorial de Embalagem através do Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV.

O Estudo exclusivo da Entidade norteia a cadeia produtiva de embalagem bem como todo o setor industrial e econômico brasileiro. Realizado há 16 anos pelo IBRE-FGV é mais uma ação da Associação visando o aprimoramento da cadeia de embalagem, reafirmando sua representatividade e importância na economia brasileira.
 

O evento tem patrocínio da Braskem e da Indexflex e traz a retrospectiva do setor em 2012 e as perspectivas para 2013

 

O SETOR DE EMBALAGEM EM 2012
Salomão Quadros, coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas e do Estudo, apresenta o Balanço Setorial que é considerado um dos termômetros da atividade industrial brasileira.

Veja abaixo os principais resultados apresentados.

 

Produção física

A produção física de embalagens decresceu 1,19%, em 2012. A previsão inicial era de crescimento de 1,6%, revista para queda de 1% no balanço do 1º semestre divulgado em agosto.
 

Esses números se devem a atividade industrial brasileira que teve um primeiro semestre de quedas generalizadas, principalmente entre os bens de capital e os bens de consumo duráveis, enquanto bens de consumo semi e não duráveis, principais usuários de produtos de embalagem, alternaram ganhos e perdas de pequena grandeza.
 

Esse desempenho instável refletiu negativamente sobre a produção de embalagem que registrou queda de 4% em relação ao 1º semestre de 2011.  Já no segundo semestre, a produção reagiu, apresentando expansão de 1,6%, em relação ao mesmo período de 2011. 

Os estímulos governamentais como as desonerações tributárias e ampliação do crédito foram um dos principais motivos para a recuperação do consumo no segmento de bens de consumo duráveis.
 

Outros estímulos como a queda dos juros, a contínua criação de empregos e a elevação do salário real também permitiram a expansão do consumo, fazendo com que a indústria nacional recuperasse parte da competitividade frente aos produtos importados após a desvalorização cambial ocorrida durante o segundo trimestre de 2012.

Produção física por setor

Mediante o cenário apresentado acima, a indústria de embalagem de plástico obteve o melhor desempenho em produção física (aumento de 0,44%), seguida pela indústria de embalagens de papel, papelão e cartão (retração de 0,97%), e metal (retração de 1,13%).

Os setores usuários de embalagem que apresentaram melhor desempenho em volume de produção foram a indústria de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (3,32%), bebidas (1,32%) e farmacêutica (0,52%). 

 

Valor da produção

O valor da produção atingiu 46,9 bilhões de reais em 2012. A participação por setor neste faturamento é de 37,8% dos materiais plásticos, seguido pelo setor de celulósicos com 34,47% (somados os setores de papelão ondulado com 18,75%, cartolina e papel-cartão com 9,50% e papel com 6,22%), metálicos com 16,79% e vidro com 4,65%.

       
%em relaçãoa igual período do ano anterior

Utilização da capacidade

O nível de utilização da capacidade instalada aumentou se comparada ao mesmo período do ano anterior, fechando 2012 em 86,1 %. No meio do ano houve um aumento chegando a marca de 89,4% da utilização da capacidade instalada, o que possibilitou esta recuperação.

Emprego formal

De março a outubro de 2012, o nível de emprego na indústria de embalagem permaneceu abaixo do de 2011, fechando o 1º semestre com uma diferença de -0,35%, mediante o mesmo período do ano anterior.

Já no 2º semestre, o emprego acompanhou o aumento da produção, superando a mesma posição de 2011 em 0,08%.

Perspectivas

Apesar do começo de ano pouco animador, com o avanço da inflação, e consequentemente do  adiamento das decisões e da retração da confiança do consumidor, a produção de embalagem deve crescer até 2%, em 2013.
 

O nível de emprego na indústria de embalagem deverá prosseguir em expansão moderada, chegando a cerca de  230  mil  postos,  no final de 2013.
 

A receita dos fabricantes de embalagem deve ser próxima a R$ 48 bilhões, superando os R$ 46,1 bilhões, gerados em 2012.

 

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