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Biotech brasileira capta US$ 10 milhões e amplia atuação global

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Nintx usa biodiversidade em medicamentos e atrai investidores de peso

A Nintx, biotech brasileira fundada em 2020, anunciou a captação de US$ 10 milhões para expandir suas operações. Cerca de US$ 2 milhões desse montante vieram por meio de subvenção econômica da Finep, enquanto US$ 8 milhões foram aportados por investidores como o fundo Pitanga, Guilherme Leal, da Natura, e outras empresas como Ecoa Capital, MOV Investimentos, Tiaraju e Adeste.

A startup desenvolve medicamentos baseados na biodiversidade brasileira e conta com um pipeline de oito projetos. O objetivo é levar esses projetos à fase de estudos pré-clínicos e licenciá-los para grandes farmacêuticas globais. Com isso, espera-se alcançar receitas projetadas entre US$ 400 milhões e US$ 500 milhões por projeto.

Parte dos recursos será destinada à ampliação do laboratório em Campinas (SP), que triplicará de tamanho. A infraestrutura contará com novas tecnologias analíticas e a equipe crescerá de sete para 12 pesquisadores.

A Nintx utiliza um conceito chamado “multi-target”, investigando compostos naturais que atuam em diversas causas das doenças. Os focos terapêuticos incluem doenças infecciosas, cardiometabólicas, imunológicas, neurodegenerativas e gastrointestinais.

Dados da consultoria Emerge Brasil mostram que apenas 10% das deep techs no país captam valores acima de R$ 5 milhões. Em comparação, biotechs americanas e europeias levantaram US$ 15,3 bilhões entre janeiro e agosto deste ano, demonstrando o potencial de crescimento do setor no Brasil.

A expectativa da Nintx é iniciar contratos de licenciamento a partir de 2026, com possibilidade de antecipação para projetos direcionados a nutracêuticos, que possuem um processo regulatório mais rápido.

Gustavo Fleming Martins

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