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Cimed entra no mercado de oral care e projeta R$ 1 bilhão no setor

A Cimed, uma das maiores farmacêuticas do Brasil, avança com o lançamento de produtos na categoria de oral care sob a marca Carmed, consolidando sua entrada em um mercado que movimenta R$ 8,2 bilhões anualmente no país. O segmento inclui cremes dentais e enxaguantes bucais, ampliando o portfólio da empresa, que já é conhecida por hidratantes labiais bem-sucedidos.

O CEO João Adibe Marques revelou que a expectativa para a nova linha é significativa. Enquanto a Carmed deve fechar 2024 com R$ 400 milhões em faturamento, a aposta no mercado de cuidados bucais deve levar a marca a alcançar R$ 1 bilhão em vendas para o varejo (sell-in) em 2025. Segundo Marques, essa nova categoria representa um potencial vinte vezes maior do que o segmento atual de hidratantes labiais.

O mercado de oral care no Brasil é dominado por três multinacionais: Colgate-Palmolive, Procter & Gamble (P&G) e GSK, que juntas detêm 90% do faturamento. Mesmo assim, a Cimed mira chegar ao top 3 da categoria em até três anos. Para isso, a empresa aposta em diferenciação, com produtos em sabores inéditos como Fini Beijos e Fini Dentadura, parceria estratégica com a fabricante de balas Fini. Além disso, sabores adicionais, como cereja e melancia, estão previstos para janeiro de 2025.

Outro pilar estratégico é o forte alcance da Cimed no varejo farmacêutico, presente em 98% das farmácias do país, que corresponde a 40% das vendas do segmento. A meta inicial é atingir 30% de market share nesse canal no primeiro ano de operação, expandindo posteriormente para supermercados e lojas de conveniência, responsáveis por 60% das vendas do setor.

A estreia da Carmed na nova categoria já apresenta bons resultados, com a venda de 7 milhões de cremes dentais antes do lançamento oficial. Para 2025, o planejamento inclui a introdução de escovas de dente e fios dentais, consolidando a presença da marca no mercado.

A ampliação para oral care ocorre em meio a uma estratégia maior da Cimed para diversificação de categorias, buscando alcançar um faturamento de R$ 5 bilhões em 2025. Além disso, a empresa mantém interesse em aquisições e segue atenta a oportunidades de mercado, como a possível compra da Medley, da Sanofi.

Gustavo Fleming Martins

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