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Como Minimizar os Atrasos Previstos nos Portos Globais

Em um mundo em constante ebulição, onde rotas comerciais podem ser redesenhadas em questão de horas e decisões geopolíticas reverberam por anos, quem importa ou exporta não pode mais se dar ao luxo de navegar no piloto automático. 2025 desponta como um ano que exigirá, mais do que nunca, flexibilidade, visão estratégica e um mergulho profundo em soluções digitais.

Conflitos no Mar Vermelho, intensificados pelos ataques dos Houthies, e tarifas robustas sobre produtos chineses prometidas por Donald Trump formam um cenário que não deixa espaço para ingenuidade ou negligência. Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, maior integradora logística da América Latina, já antecipa o que virá: instabilidade, atrasos e uma pressão constante para reinventar estratégias comerciais em tempo real.

Enquanto rotas alternativas ao Canal de Suez aumentam o custo e o tempo das operações, a escalada tarifária dos EUA sobre a China apresenta uma oportunidade disfarçada ao Brasil. “Diante das barreiras comerciais, é provável que a China escoe parte de sua produção para cá. Carros, eletrônicos e celulares, que seriam vendidos aos EUA, podem chegar ao Brasil a preços mais vantajosos”, projeta Pimenta.

Mas depender apenas de circunstâncias externas seria ingenuidade. Para o CEO, a chave para superar o caos e transformar desafios em oportunidades está na adesão em larga escala à tecnologia. Inteligência artificial, automação e plataformas baseadas em dados já não são diferenciais: são pré-requisitos.

É aí que a Asia Shipping se posiciona com a Dati, uma solução baseada em IA que automatiza 87% das etapas de importação, otimizando tempo e fornecendo insights valiosos para decisões ágeis e assertivas. “O uso da tecnologia vai proporcionar o remanejamento das estratégias comerciais de forma muito mais rápida, precisa e até preventiva”, destaca o executivo.

A história ensina que momentos de incerteza moldam os vencedores do futuro. E o Brasil, com seus recursos naturais abundantes, mercado consumidor robusto e, agora, acesso crescente à inteligência logística, tem as ferramentas para sair do banco de passageiros e assumir o volante no cenário global.

Com os 50 anos das relações diplomáticas Brasil-China sendo celebrados em 2024, um aumento de mais de 30% nas importações chinesas e os US$ 72 bilhões investidos pelo gigante asiático nos últimos anos, não há espaço para pessimismo. Há, sim, uma encruzilhada: ou navegamos nas ondas da transformação tecnológica e estratégica, ou ficamos à deriva nas águas turbulentas do comércio exterior global.

O desafio é claro. A oportunidade, ainda mais. E, para quem souber usar a bússola certa, 2025 pode ser um ano de travessias inéditas e conquistas históricas.

Marco Marcelino

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