Artigos

O fogo certo na hora certa

A campanha do Burger King criada pela AlmapBBDO transformou a rivalidade entre Popó e Wanderlei Silva em um exemplo brilhante de publicidade com timing perfeito.

Por Marco Marcelino··1 min de leitura
O fogo certo na hora certa

Há campanhas que pegam carona em um fato, e há outras que dirigem a história. A AlmapBBDO escolheu dirigir. Quando o ringue virou confusão e o noticiário fervia com a briga entre Popó e Wanderlei Silva, a agência não esperou o fogo apagar… ela grelhou nele.

O filme do Burger King é mais do que publicidade, é timing com DNA de oportunidade. Popó e Wanderlei, que até ontem trocavam socos, agora dividem hambúrguer. O caos virou churrasco. E o público, que esperava sangue, ganhou sabor. A marca não fugiu da treta, fez dela a fogueira perfeita para reacender o amor do consumidor.

Como disse Filipe Bartholomeu, presidente da AlmapBBDO, “só alguém especialista em grelhar no fogo pra selar a paz entre esses dois”. A frase é poesia publicitária, mas também diagnóstico: poucas marcas têm estômago, coragem e alma pra transformar tensão em entretenimento, e ainda sair fortalecida.

Enquanto o mercado discute propósito, a Almap pratica instinto. Em vez de silêncio e notas oficiais, eles ofereceram Whopper em dobro e riso compartilhado. E fizeram isso no exato instante em que o assunto ainda estava quente.

Essa é a essência da boa publicidade… sensibilidade com coragem, humor com timing, criatividade com nervo.

O Burger King, nas mãos da Almap, não apenas vendeu sanduíches, vendeu uma ideia poderosa: a de que o fogo certo, na hora certa, pode não queimar… pode unir.

Autor

Marco Marcelino

Relacionados

Artigos

O marketing que vence a renda fixa

O CDB entrega um número pronto no aplicativo. O marketing exige uma comparação mais honesta: seu retorno precisa ser medido como investimento capaz de criar valor.

Por Fábio Madia
Artigos

Não seja a cadeira que você senta

Cargo é posição temporária. Reputação é o que permanece quando a cadeira muda, o crachá desaparece e o título deixa de abrir portas.

Por Alfredo Soares