EventosInovaçãoNegócios

Café é fruta, gente!

Foi a convite do Jorge Gueren, especialista em Negociação e do Leonardo Soares da Nespresso que entrei naquele espaço como quem entra num laboratório alquímico. A promessa era simples: uma masterclass de café. Mas o que encontrei foi outra coisa. Um ritual. Um reencontro. Um espanto bom.

Por Marco Marcelino··2 min de leitura
Café é fruta, gente!

Foi a convite do Jorge Gueren, especialista em Negociação e do Leonardo Soares da Nespresso que entrei naquele espaço como quem entra num laboratório alquímico. A promessa era simples: uma masterclass de café. Mas o que encontrei foi outra coisa. Um ritual. Um reencontro. Um espanto bom.

Leonardo, que volta à casa como quem retorna ao próprio sobrenome, abriu os trabalhos com um sorriso tímido e a autoridade de quem entende que café não se serve, se celebra. Ao lado dele, Simone e Andresa. Três nomes. Uma orquestra sensorial.

A gente começou cheirando.

Sim, antes de provar, a instrução era sentir. Primeiro com o café quieto. Depois mexido. Depois com a palma da mão aquecida. O mesmo café, três aromas. “perceberam como muda?”, perguntou a especialista. E eu me peguei pensando: desde quando a gente parou de reparar nas mudanças?

Depois vieram os goles. Pequenos, curtos, respeitosos. O primeiro confunde, o segundo prepara, o terceiro revela. “É aí que o café mostra quem é”, disseram. E ali estava ele: intenso, vibrante, cheio de camadas. Chocolate, frutas vermelhas, cereais, uma leve acidez. Café é fruta, gente! Fruta torrada, trabalhada, cuidada.

E então veio a parte lúdica: harmonizar. Queijo com geleia, café por cima. A doçura da combinação tirando o açúcar da equação. “O café adoçou”, alguém comentou. E era verdade. A cada combinação, um novo sabor surgia. Não era sobre esconder o café, era sobre encontrá-lo com outra companhia.

O momento mais marcante talvez tenha sido quando contaram que uma xícara de café pode conter até 900 sensações diferentes. Mais do que o vinho. “É por isso que ele muda tanto no paladar. Cada gole é um pedaço diferente da história.”

E que história.

Saí de lá não apenas com o paladar mais apurado, como prometido. Saí com uma reverência maior por esse líquido que a gente costuma apressar entre um compromisso e outro. Café, aprendi, é pausa. É presença. É memória afetiva embalada em crema.

Uma experiência que me fez lembrar que até o café tem muito a dizer, desde que a gente pare para escutar.

Autor

Marco Marcelino

Relacionados

EventosInovaçãoNegócios

Benzin, um clube moldado por curadoria e emoção

No Campo de Marte, território onde São Paulo aprendeu a olhar para cima, o Benzin Motor Club foi apresentado nesta terça-feira, dia 10 de fevereiro. Não como produto. Não como evento. Mas como intenção. A nova sede da Avantto virou palco. E palco nunca é neutro. Ele seleciona, filtra, delimita. Escolhe quem sobe, quem observa e quem apenas escuta o eco depois.

Por Marco Marcelino
EventosInovaçãoNegócios

A Cidade como Palco da Criatividade

Na noite do lançamento da SP2B, em São Paulo, 240 pessoas se reuniram no SP Hall. O clima era de expectativa, como quem assiste ao nascer de uma estrela. De um lado, Pacete conduzia a conversa com firmeza e leveza. Do outro, Hugh Forrest, cofundador do SXSW, carregava consigo 35 anos de experiência em transformar uma ideia local de Austin em um epicentro global da inovação.

Por Marco Marcelino
EventosInovaçãoNegócios

Ouro bate à porta da Nasdaq

A mineradora Aura Minerals acaba de dar um passo decisivo para ampliar sua presença global no mercado de capitais. Na tarde desta segunda-feira, 7 de julho, a empresa lançou oficialmente sua oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, com planos de levantar US$ 210 milhões. Se houver forte demanda, a oferta poderá ser ampliada em 15%, atingindo até US$ 290 milhões.

Por Gustavo Fleming Martins