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CFL alcança R$ 1 bilhão de receita e se consolida entre líderes do setor

Crescimento sólido em vendas e margens posiciona incorporadora entre as maiores

Em seu último balanço anual, a CFL reportou uma receita de R$ 1,07 bilhão e um lucro líquido de R$ 271 milhões em 2024, superando metas projetadas em 2020, quando tentava abrir capital. Na ocasião, a empresa planejava alcançar R$ 930 milhões de receita e R$ 200 milhões de lucro em até quatro anos. Mesmo sem a oferta pública inicial, a companhia superou as próprias projeções, com margem bruta de 36,6% e margem líquida de 25,2%.

O desempenho coloca a CFL à frente de nomes consolidados do setor. A Eztec registrou receita de R$ 1,5 bilhão, margem bruta de 34,1% e margem líquida de 25,9%. A Even apresentou R$ 2,1 bilhões em faturamento, mas apenas 2,1% de margem líquida. Já a Gafisa ficou com receita de R$ 900 milhões e margem líquida de 6,3%. A CFL também se destacou frente à Cyrela, que entregou margem líquida de 20,1%, e à Lavvi, com 22,1%.

O crescimento foi puxado pelo aumento no preço médio por metro quadrado, que passou de R$ 12,5 mil em 2020 para R$ 31 mil em 2024. A empresa atua com um modelo asset light: apenas 8% de seu landbank é pago em dinheiro, sendo o restante adquirido por permutas. O adiantamento pago pelos clientes durante as obras é, em média, de 60%, o dobro da média do setor.

A velocidade de vendas (VSO) da CFL também supera o padrão do mercado. A empresa operou com 63%, comparado a 39% da Eztec, 34% da Even e 31% da Gafisa. Essa eficiência reflete em maior geração de caixa e EBITDA, com menor capital empregado.

Outro diferencial é o controle de despesas. O índice de despesas gerais e administrativas (SG&A) da CFL representa apenas 4,9% da receita. A Lavvi opera com 12,1%, a Trisul com 12,9% e a Eztec com 16,9%. Mesmo considerando os custos adicionais que viriam com a abertura de capital, o índice estimado pela CFL não ultrapassaria 7%.

A estrutura financeira também mostra solidez. A companhia encerrou o ano com caixa líquido positivo, mantendo R$ 125 milhões em caixa frente a uma dívida de R$ 106 milhões. O backlog atual, de R$ 1,47 bilhão, está sendo construído com margem bruta superior a 40%, sinalizando continuidade da rentabilidade acima da média do setor.

Apesar do bom momento, a empresa adotará uma postura mais cautelosa nos próximos anos. Os lançamentos de 2024 somaram R$ 2,3 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV), mas a previsão para 2025 é de menos da metade. A expectativa para 2026 é manter o volume de lançamentos em R$ 1 bilhão.

Segundo o CEO Luciano Bocorny Correa, o ajuste reflete uma leitura mais conservadora do cenário macroeconômico. A estratégia é preservar capital e aguardar maior clareza nos rumos da economia, especialmente diante do ciclo eleitoral.

Gustavo Fleming Martins

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