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Vai que cola

Quando vamos imprimir arquivos em vinil auto adesivo, dificilmente pensamos na produção e nos processo pelo qual passou até chegar ali. Nesse artigo, falaremos um pouco sobre o processo que não é simples. 

O conceito de auto adesivo é, ser um material que adere sob pressão, não necessitando de cola no produto final e na superfície a ser aplicado. O processo de produção do auto adesivo começa na matéria-prima para a confecção do frontal, ou seja, o filme de pvc. As matérias-primas utilizadas darão o resultado final desejado: filme de pvc monomérico, pvc polimérico, fosco, transparente, coloridos, etc.  

Depois desse processo inicial, temos a siliconização que basicamente é a aplicação do silicone no papel para se transformar no famoso liner que pode ser Glassine, Couchê ou outros similares. Depois disso, deixar seu tempo de cura, que dura em torno de 24 a 72 horas dependendo do tipo de silicone utilizado, porque existem uma variedade de silicones, com composições distintas. Oliner tem uma função muito importante nos vinis para impressão digital, o bom liner tem pelo menos 130gr, pois quando ligado aos aquecedores garantirá uma boa estabilidade na hora da impressão.  

Detalhe: apesar de ser jogado fora após a aplicação dos trabalhos, o liner tem uma função muito importante. Ele é responsável pelo transporte do frontal e do adesivo e sua confecção exige uma maior tecnologia e custos  em sua produção, pois recebe pré-tratamento com a aplicação do silicone transformando-se em um papel antiaderente que serve para proteger o adesivo, mantendo sua flexibilidade e também garante a cola por muito tempo e sem aderir em definitivo a ele. 

Com o frontal e o liner já prontos e preparados, é hora de juntar  todos os elementos, processo chamado de “laminação”. Este processo é a aplicação de cola – que pode ser de vários tipos  – e com várias fórmulas, lembre-se o adesivo não pode colar no papel protetor. 

Essa etapa é a junção do frontal com o papel já siliconado, duas bobinas jumbos que também são conhecidas como bobina mãe e são colocadas em equipamentos chamados laminadoras. O frontal recebe a camada de cola com suas especificações entra pela laminadora formando um “sanduíche”: frontal, cola, e o liner siliconado. Passando por toda extensão deste equipamento e assim produzindo o material final, o vinil auto adesivo. Após este processo, as bobinas jumbos vão para a fase de acabamento, metragem e embalagem. 

Existem empresas que investem em laminadoras de até dois metros de largura, isso é uma vantagem para quem possui equipamentos com boca de 3,20m de área de impressão com um maior aproveitamento em seus trabalhos impressos. 

Outro detalhe importante é que:  a cada passo da produção, são realizados testes e mais testes com diferentes amostragens para garantir a total qualidade do produto final, os testes são: espessura correta do frontal, tack inicial, adesão e de coasão, também conhecido como “shear”, entre outros.  

Em nosso mercado, existem vários tipos de adesivos para impressão, sendo eles: branco-branco, branco-azulado, branco-amarelado, cada um com sua finalidade específica tanto em durabilidade e qualidade final.  

Neste caso um perfil de cores genérico não atingirá a excelência em cores, o ideal seria um perfil para cada tipo de mídia específica, garantindo qualidade e excelência em cores. 

Ressaltando, para cada tipo de trabalho requer um determinado tipo de mídia, ou seja, não existe um tipo de auto-adesivo que funcione para todo e qualquer tipo de superfície, o mesmo vale para perfil de cores. 

Para termos bons resultados tanto em qualidade, durabilidade, aspecto final sempre devemos levam em consideração qual o tipo de superfície que será aplicado este adesivo, escolha corretamente o mais ideal para cada tipo de trabalho. 

Alexandre Carvalho

Jornalista e escritor. Editor-chefe das revistas VOCÊ RH e VOCÊ S/A

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