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Fintechs Brasileiras recebem quase R$ 60 Bi em investimentos em 10 Anos

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O Brasil se destaca como o principal destino de investimentos em fintechs na América Latina, concentrando mais da metade das startups financeiras da região. O país abriga mais de 1.600 fintechs, desde pequenas empresas como a Hash até grandes players como o Nubank. Segundo o FinTech Report 2024, da plataforma Distrito, de 2014 ao primeiro semestre de 2024, as fintechs brasileiras atraíram US$ 10,4 bilhões (R$ 59,6 bilhões) em 1.034 negócios. Este valor representa 66,67% do total de investimentos da região, que recebeu US$ 15,6 bilhões (R$ 85,3 bilhões) em 1.658 transações no mesmo período.

Victor Harano, gerente de pesquisa da Distrito, destaca que o ecossistema brasileiro de fintechs é robusto e atrai muitos investidores. A concentração histórica do setor em quatro grandes bancos e a agenda de digitalização promovida pelo governo e pelo Banco Central facilitaram a democratização dos serviços financeiros através das fintechs.

O México aparece em segundo lugar na América Latina, com US$ 3 bilhões investidos em 328 negócios, seguido por Argentina, Colômbia e Chile, que receberam US$ 1 bilhão, US$ 600 milhões e US$ 300 milhões, respectivamente. Outros países da região somam US$ 300 milhões em 62 negócios.

Após um ano de 2023 com investimentos reduzidos, totalizando US$ 1 bilhão (R$ 5,47 bilhões), os recursos voltaram a crescer em 2024. Apenas no primeiro semestre, as fintechs da América Latina receberam US$ 800 milhões (R$ 4,37 bilhões), e a expectativa é que esse valor se repita no segundo semestre, retornando a patamares históricos. O Brasil deve continuar representando mais de 60% desse total.

Os dois maiores investimentos na região foram destinados a fintechs brasileiras. A Qitech recebeu um aporte de US$ 250 milhões, enquanto a Celcoin obteve US$ 125 milhões.

Harano explica que em 2023, o aumento das taxas de juros no exterior reduziu os recursos destinados às fintechs, com investidores buscando empresas mais maduras. Nos últimos 18 meses, muitas fintechs ajustaram seus quadros de funcionários e focaram em consolidar seus produtos, o que facilitou a retomada dos investimentos.

Gustavo Fleming Martins

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