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Porto Seguro (PSSA3) reúne crescimento com dividendos, diz Bradesco BBI

Empresa mantém liderança no setor e projeta crescimento sustentado até 2026

A Porto Seguro (PSSA3) teve sua recomendação elevada pelo Bradesco BBI, passando de neutra para compra. Com base em novas projeções, a casa de análise aumentou o preço-alvo da ação para R$ 45 até o final de 2025, refletindo um potencial de valorização de 23% em relação ao fechamento recente. Apesar do cenário positivo, as ações estão sendo negociadas 18% abaixo da média histórica, com múltiplo preço-lucro (P/L) de 8,2 vezes para 2025.

O analista Gustavo Schroden estima que a ação pode fornecer um retorno total de 30%, considerando um crescimento anual médio dos lucros de 12,1% entre 2024 e 2026, além de um rendimento de dividendos de 7,5%. O Bradesco BBI aponta três pilares que sustentam a tese de valorização: a alta da taxa Selic, que impulsiona os resultados financeiros; o crescimento mais acelerado do Porto Saúde; e a resiliência do braço de seguros de automóveis, patrimonial e vida da empresa.

As projeções indicam que o lucro líquido da Porto Seguro deve alcançar R$ 3,0 bilhões em 2025 e R$ 3,3 bilhões em 2026, com crescimentos de 11,2% e 17,5%, respectivamente, superando as expectativas de mercado. O Goldman Sachs também reforça a atratividade da ação, observando que ela é negociada a 7,8 vezes o P/L de 2025, com um desconto de 13% em relação a seus pares do setor de seguros. O banco destaca que a empresa lidera o mercado de seguros de automóveis e P&C no Brasil, além de mostrar bom desempenho nos segmentos de seguro saúde e bancário.

No segmento de saúde, a Porto Saúde representa 17% das receitas da empresa, com margens superiores às de outros operadores. Já o Porto Banco, responsável por 15% das receitas, apresenta melhor economia unitária e retorno sobre o patrimônio (ROE) quando comparado a concorrentes do setor bancário. Segundo o Goldman, a Porto Seguro é uma oportunidade interessante para investidores que buscam exposição a um segmento maduro com boas perspectivas de crescimento em novas áreas ainda não plenamente valorizadas. A expectativa é de uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 13% para o lucro por ação (EPS) entre 2024 e 2027.

Gustavo Fleming Martins

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