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Moura Dubeux encerra 2024 com recordes e aposta em expansão seletiva

Incorporadora do Nordeste mantém foco em condomínios e programas habitacionais

A Moura Dubeux alcançou em 2024 os melhores resultados de sua história, registrando R$ 2,4 bilhões em vendas e adesões, um crescimento de 61,2% em relação ao ano anterior. O Valor Geral de Vendas (VGV) líquido também atingiu um recorde de R$ 2,5 bilhões, alta de 58% em comparação com 2023, mesmo com o lançamento de 14 projetos, um a menos do que no ano anterior. A companhia, que iniciou a geração de caixa e o pagamento de dividendos, mantém uma abordagem seletiva para 2025, priorizando estabilidade financeira e adaptabilidade ao mercado.

Dos projetos lançados, R$ 1,6 bilhão do VGV foi referente a empreendimentos no formato de condomínio fechado, enquanto R$ 942 milhões vieram de incorporações. A estratégia de condomínios, que une investidores para financiamento direto das construções, reduziu a necessidade de alavancagem, preservou o caixa da empresa e sustentou margens mais elevadas. Em 2024, as adesões de condomínios cresceram 99,6%, alcançando R$ 1,3 bilhão.

Outro destaque foi a expansão da marca Mood, lançada em 2023 e voltada para famílias com renda mensal de R$ 12 mil a R$ 15 mil. As vendas nesse segmento somaram R$ 379,2 milhões, frente a R$ 23,3 milhões no ano de lançamento, representando 14,6% do VGV do ano passado. A Mood utiliza um modelo industrializado de construção, que permite maior escala, e deve manter seu crescimento em 2025.

Para atender ao público de renda mais baixa, a Moura Dubeux anunciou em 2024 a criação da Única, uma nova linha de negócios voltada para a faixa 3 do programa federal Minha Casa, Minha Vida. Com dois lançamentos planejados para 2025, os projetos da Única seguem o modelo construtivo da Mood, com ajustes no acabamento para se adequar ao público com renda mensal entre R$ 4,4 mil e R$ 8 mil.

Mesmo diante de um cenário de juros elevados, a empresa acredita que o mercado do Nordeste continuará aquecido, especialmente pela demanda de famílias jovens que buscam adquirir imóveis. A Moura Dubeux também prevê que os bancos, apesar de uma possível restrição de crédito, evitarão cortar drasticamente a liquidez do mercado imobiliário, o que garantiria a continuidade das vendas.

Com geração de caixa nos últimos dois trimestres de 2024 e redução do consumo de caixa anual de R$ 166 milhões em 2023 para R$ 71 milhões, a companhia realizou o pagamento de R$ 55 milhões em dividendos e investiu R$ 5 milhões na recompra de ações. A estratégia financeira, aliada à seletividade de lançamentos, deve garantir estabilidade e crescimento em 2025, segundo o CEO Diego Villar.

Gustavo Fleming Martins

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