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Marketplace rentável exige mais que presença digital

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O marketplace deixou de ser uma extensão do varejo físico e tornou-se um ecossistema estratégico para crescimento e rentabilidade. No Brasil, o número de e-commerces cresceu 16,5% em 2023, chegando a quase 2 milhões de lojas virtuais, segundo a Gov.br. No entanto, a participação do e-commerce no varejo ainda está entre 10% e 12%, distante dos 30% dos EUA e dos mais de 50% da China. O dado evidencia o potencial de expansão, mas também a necessidade de operar com inteligência.

Durante o painel “Marketplace Rentável”, realizado no VTEX Day, executivas de grandes empresas como Briza Rocha Bueno (AliExpress), Gisele Meira (Panasonic) e Christiane Bistaco (Época Cosméticos/Estante Virtual) abordaram como extraem valor real desse canal. A Época, por exemplo, tem mais de 700 marcas em seu portfólio 1P e decidiu se tornar marketplace priorizando sellers autorizados, integrando o Magalu como seller-chave em categorias complementares. Já o AliExpress, com operação global em quase 200 países, investe em inteligência artificial para gerar rentabilidade em escala, oferecendo quatro agentes de IA para sellers (precificação, catálogo, texto e imagem).

A IA também tem papel central na curadoria, gestão de catálogo e otimização logística. A Panasonic usa tecnologia Nano-E como diferencial em produtos como secadores de cabelo, enquanto seu e-commerce se beneficia de conteúdo robusto nas páginas de produto e atendimento eficiente no pós-venda. KPIs como rentabilidade, market share e NPS são monitorados de forma integrada, com times dedicados tanto a clientes quanto a sellers.

As margens, no entanto, continuam sob pressão. Custos com logística reversa, reprocessamento e atendimento aumentam conforme a operação se expande. Por isso, eficiência operacional e reputação da marca no marketplace são determinantes para reduzir CAC e aumentar fidelização. A boa operação se tornou diferencial competitivo.

O painel também destacou o papel da liderança feminina no setor. Apesar do avanço, áreas como tecnologia, finanças e logística ainda são dominadas por homens. Iniciativas como a comunidade “Célias Mulheres” e a plataforma mulheresdeluisa.com.br buscam ampliar a presença feminina, oferecendo mentoria e formação para empreendedoras e influenciadoras.

Programas como o Aliexperts, do AliExpress, já mostram resultados: uma vendedora de lace no Brasil conseguiu comprar um apartamento comissões do programa, mostrando o potencial de monetização mesmo para microempreendedores.

O marketplace rentável hoje exige clareza de estratégia, curadoria eficiente, domínio dos recursos da plataforma e operação estruturada com uso intensivo de dados. Mais do que visibilidade, ele entrega escala, inteligência e, quando bem conduzido, margem.

Gustavo Fleming Martins

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