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Dell mostra como escalar inteligência artificial com segurança no Febraban Tech 2025

Durante o Febraban Tech 2025, um dos painéis mais densos e provocativos da programação foi conduzido por Claudio Pinheiro, Advisory Solutions Principal da Dell Technologies, que apresentou a visão da empresa sobre como a inteligência artificial está migrando de projetos isolados para operações em escala, com impactos diretos na produtividade, segurança e estrutura tecnológica das empresas.

O conceito central da apresentação foi a fábrica de inteligência artificial, uma estrutura que integra dados, infraestrutura, governança e modelos para levar IA à produção de forma contínua e confiável. “A gente não está mais falando de apenas usar IA. Estamos falando de orquestrar inteligências artificiais diferentes, com propósitos distintos, dentro de uma arquitetura segura, escalável e economicamente viável”, destacou Claudio.

Segundo ele, apenas 20% dos projetos de IA chegam de fato à produção, e boa parte dos fracassos se deve à falta de infraestrutura, ausência de governança de dados e subestimação de riscos como alucinações, vazamentos e ataques por prompt injection. “Não adianta implementar IA se não houver um conjunto de guardrails bem definidos. Isso vale tanto para grandes bancos quanto para qualquer empresa que esteja começando”, reforçou.

A Dell mostrou sua abordagem completa para esses desafios, com base em sua atuação global. Casos de uso apresentados por Claudio incluíram:

  • O desenvolvimento de IA embarcada em dispositivos da Samsung;

  • O uso de gêmeos digitais pela McLaren, que aceleram a prototipagem de veículos em minutos;

  • E a construção da megainfraestrutura da X.AI, empresa de Elon Musk, com mais de 200 mil GPUs, responsável por treinar modelos como o Grok e apoiar robôs e carros autônomos da Tesla.

Claudio também abordou as novas frentes da IA generativa nas empresas: assistentes digitais corporativos, integração com WhatsApp, visão computacional, além da ascensão dos humanos digitais, agentes virtuais com aparência e comportamento realistas. “Já temos exemplos concretos de agentes que fazem onboarding de funcionários sozinhos e interagem em linguagem natural com os times, atuando como verdadeiros assistentes financeiros ou operacionais”, afirmou.

Outro ponto crítico destacado foi a cibersegurança em IA. Claudio alertou sobre riscos pouco discutidos como:

  • Roubo de modelos treinados;

  • Envenenamento de dados para influenciar decisões da IA;

  • Ações maliciosas por engenharia de prompt;

  • E a falta de painéis de monitoramento de riscos em tempo real.

“Todo mundo mostra o case bonito da IA que funciona, mas poucos falam da IA que pode ser atacada. Uma fábrica de IA precisa nascer com foco em segurança, performance e soberania dos dados”, concluiu.

O painel terminou com uma demonstração de um agente digital com integração total a sistemas internos, capaz de interagir com bancos de dados, executar processos e responder em tempo real, um exemplo prático da próxima geração de automação inteligente aplicada aos negócios.

A mensagem da Dell é clara: IA em escala não se improvisa. Se constrói com método, arquitetura e propósito.

Gustavo Fleming Martins

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