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TikTok e Instagram miram TVs e desafiam hegemonia do YouTube no streaming

Plataformas sociais querem transformar seu sofá em feed, mirando o mercado de US$ 108 bilhões que já atrai Netflix, Disney e Amazon

Com a televisão conectada se tornando o novo “campo de batalha” digital, TikTok e Instagram se preparam para um movimento ousado: conquistar a principal tela da casa. Após dominarem os smartphones com vídeos curtos, as duas plataformas agora querem expandir sua presença com apps nativos para Smart TVs, de olho em um mercado de streaming que deve movimentar mais de US$ 108 bilhões em 2025.

O modelo a ser replicado é claro: o YouTube. A plataforma do Google já consolidou sua liderança nas TVs dos Estados Unidos, responsável por 12,4% da audiência total, segundo a Nielsen, à frente de Netflix, Disney+ e canais tradicionais. Com apps otimizados para a experiência de sofá, incluindo funcionalidades como multiview e trailers automáticos, o YouTube virou o novo “canal de TV” para milhões de usuários.

A Meta, dona do Instagram, já testa uma versão “living room” da rede social, enquanto o TikTok avança com experimentos em várias marcas de Smart TVs. A estratégia não é apenas expandir audiência, mas também acessar o robusto mercado publicitário da televisão conectada, onde segmentação de dados, conteúdo sob demanda e formatos imersivos se tornaram alavancas de monetização poderosas.

No Brasil, embora a TV aberta ainda detenha 70% da audiência, o consumo de streaming cresceu 71% desde 2021, mostrando que o país está maduro para a migração digital da sala de estar. O sucesso do YouTube, que já firmou parcerias com ligas esportivas e concentra investimentos em criadores de conteúdo, é prova de que o futuro do entretenimento televisivo será cada vez mais social, interativo e orientado por algoritmos.

O desafio agora é entender se TikTok e Instagram conseguirão adaptar suas experiências nativas, verticais, rápidas e personalizadas, para o ambiente horizontal e compartilhado da TV. Uma coisa é certa: o sofá virou feed, e a disputa por atenção nunca foi tão multimídia.

Gustavo Fleming Martins

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