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O colchão como produto de desejo premium

O mercado brasileiro de colchões movimentou aproximadamente R$ 15 bilhões em 2024, com projeção de crescimento de 4,5% em 2025 segundo dados da Abicol (Associação Brasileira da Indústria de Colchões). Esse ambiente competitivo, marcado por players tradicionais e forte presença de franquias, cria espaço para movimentos estratégicos como o da Sleep House, que acaba de anunciar a Twist como sua nova parceira de comunicação.

A decisão da Sleep House vem num contexto em que 83% das vendas no segmento ainda dependem de pontos físicos, mas com crescimento acelerado do digital: 17% das vendas já migram para canais online, contra 12% há apenas dois anos. A rede, com unidades próprias e franqueadas espalhadas pelo país, aposta no full service da Twist para ampliar sua participação nesse cenário híbrido e diversificar os canais de captação e relacionamento.

A agência, fundada em 2008 e com histórico de mais de 1.000 campanhas premiadas, se destaca pela integração de criatividade e dados. O modelo que propõe para a Sleep House inclui campanhas bimestrais multicanal e ativações de alto impacto, combinando marketing sensorial, guerrilha e digital, alinhados a tendências de comportamento de consumo. A escolha pela Twist acompanha uma mudança de lógica no setor: consumidores estão mais atentos a experiências e marcas capazes de construir ecossistemas em torno do bem-estar, o que pressiona o mercado a se reposicionar.

Com faturamento estimado acima de R$ 1 bilhão, a Sleep House mira consolidar sua presença no segmento premium e ganhar relevância no competitivo mercado de bem-estar e sono no Brasil. A parceria é também reflexo da própria evolução da Twist, que ultrapassa o modelo de agência digital tradicional para atuar como uma consultoria de marketing orientada a dados e performance, com forte expertise em comunicação omnicanal.

A expectativa é que essa nova fase gere resultados concretos e aumente o market share da Sleep House em um mercado fragmentado e desafiador, onde as cinco maiores marcas ainda concentram menos de 40% das vendas nacionais.

Gustavo Fleming Martins

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