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ABRE divulga estudo macroeconômico da embalagem ABRE/FGV

Associação Brasileira de Embalagem divulga estudo macroeconômico da embalagem ABRE/FGV

 

Receita líquida do setor de embalagens deve chegar a R$ 50 bilhões em 2014

 

Será foi divulgado esta semana pela ABRE – Associação Brasileira de Embalagem o Balanço Setorial de Embalagem através do Estudo Macroeconômico da Embalagem ABRE/FGV. O Estudo exclusivo da Entidade norteia a cadeia produtiva de embalagem bem como todo o setor industrial e econômico brasileiro. Realizado há 16 anos pelo IBRE-FGV é mais uma ação da Associação visando o aprimoramento da cadeia de embalagem, reafirmando sua representatividade e importância na economia brasileira.

 

Apresentado por Salomão Quadros, Coordenador de análises econômicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas, o evento tem patrocínio da Braskem, Artecola, Fispal Tecnologia, Ibema, Papirus e Tetra Pak e traz o Desempenho econômico da indústria de embalagem: fechamento do primeiro semestre de 2013 e perspectivas para o segundo.

 

Desempenho do Setor de Embalagem

 

A produção física de embalagem cresceu 2,66%, no primeiro semestre de 2013 ficando muito próxima da previsão realizada no início do ano que era de crescimento de 2,5%. No entanto, este desempenho não foi uniforme ao longo dos seis primeiros meses do ano. No primeiro trimestre, o setor se expandiu a uma taxa de 4,8%, em relação ao mesmo período de 2012, porém nos três meses seguintes, o crescimento não foi além de 0,6%.

 

Salomão explicou que esta desaceleração não significa que o setor deixará de crescer e sim que deve crescer em ritmo mais lento do que o apresentado no primeiro semestre, como mostra a trajetória dos bens de consumo semi e não duráveis, principais usuários de produtos de embalagem. Essa categoria passou de uma queda de 3,6%, no primeiro trimestre, para uma elevação de 2,5%, no segundo. Esse fator contribui para que a expectativa para o segundo semestre seja de moderação no ritmo de crescimento da indústria de embalagem.

 

Valor da Produção

 

O valor bruto da produção física de embalagem atingiu 47,2 bilhões de reais em 2012. A participação por setor neste faturamento é de 39,05% dos materiais plásticos, seguido pelo setor de celulósicos com 36,51%, somados os setores de papelão ondulado com 20,21%, cartolina e papelcartão com 10,31% e papel com 5,99%, e metálicos com 16,70%.

 

Emprego Formal

 

No último ano, entre junho de 2012 e junho de 2013, houve recuperação de 4.115 postos de trabalho, após perda de 798 postos de trabalho entre junho de 2012 e junho de 2011.Porém, a taxa de crescimento do número de pessoas ocupadas avançou continuamente de 0,48%, em janeiro, para 1,83%, em junho.

 

Perspectivas

 

A indústria de embalagem deve crescer 1%, no segundo semestre de 2013 e o resultado anual ficará próximo de 2% de crescimento em volume de produção. Os fabricantes nacionais de embalagem deverão obter receitas próximas a R$ 50,4 bilhões, superando os R$ 46,7 bilhões, gerados em 2012. O nível de emprego na indústria de embalagem deverá aproximar-se de 230 mil postos, em dezembro. 

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