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MFG Agropecuária expande confinamentos e projeta 300 mil cabeças abatidas em 2024

Empresa de Marcos Molina amplia operação para atender demanda crescente do mercado

A MFG Agropecuária, empresa de Marcos Molina, está ampliando sua capacidade de confinamento de gado. Atualmente, a companhia possui seis unidades em operação nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e São Paulo, com capacidade estática de 139 mil cabeças. Em janeiro de 2025, a MFG iniciará atividades em sua sétima unidade, em Sabino (SP), com capacidade para 22 mil cabeças. O investimento na modernização da estrutura está estimado entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões.

A expansão busca atender à crescente demanda do setor e aliviar a operação de Pereira Barreto (SP), que opera atualmente no limite de sua capacidade de 26 mil cabeças. A proximidade de Sabino com a planta frigorífica da Marfrig em Promissão (SP), com capacidade de produção mensal de 9,9 mil toneladas de carne, foi um fator decisivo na escolha do local.

Em 2024, a MFG planeja abater entre 320 mil e 330 mil cabeças de gado, superando as 300 mil previstas para este ano. A empresa oferece serviços aos pecuaristas em dois modelos: o “boitel”, com diárias de cerca de R$ 14 por animal, e o modelo baseado na quantidade de arrobas produzidas durante o confinamento. O tempo médio de confinamento varia entre 95 e 120 dias.

A empresa utiliza milho reidratado como base da dieta dos animais, buscando otimizar custos e eficiência no ganho de peso. Em 2023, a MFG também eliminou o uso de aditivos microbianos em algumas unidades, substituindo-os por extratos naturais. Desde 2020, os suplementos utilizados ajudaram a mitigar 820 toneladas de metano em suas operações.

Fundada há 17 anos como braço de confinamento da Marfrig, a MFG tornou-se independente em 2016. Desde sua criação, já contabilizou o abate de 2,5 milhões de cabeças de gado. O foco permanece no fornecimento exclusivo para frigoríficos do grupo Marfrig.

A MFG projeta ainda investir em parcerias com pecuaristas para expandir a fase de recria, adaptando os animais antes de sua entrada nos confinamentos. A estratégia visa otimizar a operação e alinhar-se às exigências crescentes de sustentabilidade e bem-estar animal no setor agropecuário.

Gustavo Fleming Martins

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