Artigos
Encantar os clientes? Não, dar lucro ao acionista
Por Marco Marcelino··2 min de leitura

É em momentos como este vivido no Brasil, com pressão maior por resultados positivos, em que percebemos como o Marketing ainda é mal visto, entendido e aplicado neste país. O cenário traz à tona a verdadeira percepção de muitos gestores de empresas cuja a missão é lutar pela eficiência, seja cortando custos ou otimizando os investimentos. Para eles, o Marketing é custoso, não traz resultado comprovado e ainda guarda o que eles chamam de romantismo, como encantar o cliente.
É chocante e chega a ser constrangedor ouvir de uma consultora de grandes varejistas a recomendação a seguir, dirigida a uma plateia de cerca de 500 executivos da área: “Agora tem que fazer a lição de casa básica. Tem que começar a tirar as despesas e as coisas inúteis da sua frente (...) A estratégia é não ter romantismo. Encantar o cliente desde a sua experiência e em todo o seu ciclo de vida. Não é mais isso. Um planejamento estratégico de fato é X% de ebitda, tantos milhões de faturamento e tantos % de market share”.
É incrível como os profissionais conseguem conviver nas empresas com este pensamento. Não somente pelo fato ultrajante de constatar, na realidade, a importância dada ao cliente, mas por se submeter aos processos que além de gerar experiências ruins a quem paga o seu salário, ainda contribui sobremaneira para o descrédito da área. No fim, a percepção do Marketing é, infelizmente, fruto do que é praticado e disseminado.
Como “encantar o cliente” não passa de uma falácia em muitas empresas e o caminhão de dinheiro usado todo ano pelas áreas do Marketing não conseguem ser justificados centavo por centavo, os principais executivos das organizações passam, simplesmente, a desconsiderar os esforços “do departamento” e a considerarem romântica demais. É essa a figura que aparece no espelho. É triste,...
Por Bruno Melo
Para continuar lendo este artigo, clique no banner abaixo.
Autor
Marco Marcelino
Relacionados
ArtigosO cliente não veio no prompt
Criar um produto ficou mais fácil com a inteligência artificial. Transformá-lo em negócio ainda exige entender pessoas, conquistar confiança e resolver problemas pelos quais alguém aceita pagar.
Por Marco Marcelino
ArtigosEssa é a minha arquitetura pessoal para criação de conteúdo
Alfredo Soares apresenta uma arquitetura de conteúdo que conecta alcance, identidade, consciência, oferta, métricas e conversão.
Por Alfredo Soares
ArtigosO que eu acho realmente chique no atendimento ao cliente
Hospitalidade no atendimento nasce do respeito ao tempo, à individualidade e à dignidade do cliente.
Por Gisele Paula