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Google altera planos e mantém cookies de terceiros, dando mais controle aos usuários

O Google anunciou que desistiu de desativar os cookies de terceiros, que são rastreadores usados por anunciantes para personalizar anúncios on-line. Em vez disso, a empresa vai implementar um mecanismo que permite aos usuários decidir quais dados compartilhar sobre seu comportamento on-line, com a opção de revisar essas escolhas a qualquer momento.

Inicialmente, o Google havia informado em janeiro que começaria a eliminar gradualmente os cookies de terceiros em seu navegador Chrome para 1% dos usuários, com o objetivo de desativá-los completamente até o final do ano. Essa mudança encontrou resistência de anunciantes que argumentaram que a perda dos cookies no Chrome limitaria a capacidade de coletar informações necessárias para personalizar anúncios, tornando-os dependentes dos dados de usuários do próprio Google.

Além disso, o uso de cookies de terceiros tem gerado debates intensos sobre a privacidade na internet. No final do ano passado, o Google firmou um acordo com a Justiça dos Estados Unidos, reconhecendo que rastreou dados de milhões de usuários que acreditavam estar navegando no modo anônimo, uma prática que em tese deveria impedir o salvamento de histórico, cookies e dados dos sites acessados.

Concorrentes como Firefox e Safari, da Apple, já desativaram os rastreadores automáticos. Contudo, o Google decidiu seguir uma abordagem diferente, justificando que a eliminação completa dos cookies de terceiros prejudicaria anunciantes. A empresa declarou que recebeu feedback de diversas partes interessadas, incluindo reguladores, publishers, desenvolvedores web e participantes da indústria publicitária, o que ajudou a criar uma solução equilibrada.

A nova abordagem do Google permitirá aos usuários do Chrome fazer uma escolha informada sobre o rastreamento de seus dados, com a possibilidade de ajustar essas preferências conforme necessário. A empresa está discutindo essa nova estratégia com reguladores e pretende envolver a indústria na sua implementação.

Gustavo Fleming Martins

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