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Aura Minerals expande portfólio com aquisição de ativos da Bluestone

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Aura Minerals expande portfólio com aquisição de ativos da Bluestone

Negócio inclui projetos de ouro e geotérmicos, ampliando atuação da mineradora

A Aura Minerals (AURA33) anunciou a aquisição integral dos projetos de ouro Cerro Blanco e do ativo geotérmico Mita, ambos da Bluestone, em uma transação que avalia a companhia em aproximadamente 76 milhões de dólares canadenses. A compra reflete uma estratégia de expansão da Aura, que já opera minas na América Latina e agora adiciona um projeto de energia renovável com capacidade de até 50 megawatts. Esse movimento ocorre em um cenário de máximas históricas para o ouro, aumentando o valor de mercado da Aura em um período em que os BDRs da empresa mais do que dobraram na bolsa brasileira, com alta de 104,5% neste ano, enquanto suas ações em Toronto subiram 79%.

A transação foi concluída com um prêmio de 51% sobre o valor das ações da Bluestone no fechamento anterior, e envolve três opções de pagamento para os acionistas da Bluestone: recebimento em dinheiro, uma fração de ações da Aura, ou uma combinação de ambos, com um limite de 1,36 milhão de ações emitidas pela Aura, o equivalente a até 50% do valor da compra. Além disso, caso o projeto Cerro Blanco atinja marcos de produção comercial, há possibilidade de pagamento adicional de até 0,212 dólar canadense por ação, a ser pago em três parcelas anuais.

O Cerro Blanco é um depósito de ouro localizado na Guatemala, com alto potencial produtivo, e será complementado pela operação de Mita, projeto geotérmico que já possui aprovação para produção de energia. A localização do Cerro Blanco, a apenas 230 quilômetros de outra operação da Aura, deve facilitar o desenvolvimento do ativo, otimizando custos e logística. Segundo o diretor-presidente da Bluestone, Peter Hemstead, a aquisição pela Aura garante o avanço dos projetos, apoiado pela capacidade financeira da empresa canadense.

O negócio, já aprovado pelos conselhos das duas empresas, ainda requer o aval dos acionistas e de órgãos regulatórios e judiciais, além da aprovação das bolsas de valores do Canadá e de Toronto.

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Gustavo Fleming Martins

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