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O banco que pensa por você

A primeira palestra que vi do Rafael Stark foi em 2023, ao lado de Igor Senra, CEO da Cora, Gabriela Estrada, CEO da Vexi, e do jornalista Vinicius Neder. Sempre com ideias à frente do tempo. Vontade de levar alguns negócios para co-criar não me faltaram.

De lá pra cá, venho acompanhando sua trajetória, e arrisco dizer que sua última apresentação, em meio ao calor carioca e aos flashes do Web Summit, teve uma elegância casual, daquelas que fazem parecer que ele estava apenas apresentando uma planilha. Mas o que ele trouxe Não era sobre tecnologia. Era sobre poder. E sobre como ele está sendo transferido, silenciosamente, da sua cabeça para uma máquina.

Ele começou pelo óbvio, o chatbot, quase com desdém. “É chato”, disse. E é mesmo. Uma IA que responde “olá, como posso te ajudar?” já nasceu ultrapassada. A Stark Bank quer mais. Quer uma inteligência que leia o contrato social da sua empresa em segundos, descubra quem pode assinar o quê, e abra uma conta em dez minutos. Sem gente. Sem dúvida. Sem pausa. Pense no que isso significa. Durante décadas, abrir uma conta PJ foi um ritual burocrático de PDFs mal escaneados, cartórios, advogados. Agora, basta um clique, uma API, uma máquina que entende melhor a burocracia brasileira do que qualquer analista de compliance. É a revolução do “tá resolvido”.

Mas Rafael também falou, com brilho nos olhos, sobre agentes digitais. Inteligências artificiais que pagam contas, enviam cobranças, convertem moeda, movimentam o caixa da sua empresa. Tudo a partir de comandos que você ainda nem sabe que pode dar.

E então, ele foi além. Falou de algo que parece ficção mas que está logo ali como um cérebro financeiro autônomo. Um ser digital que não apenas executa, mas decide. Que entende a liquidez da sua operação, movimenta o caixa sem te perguntar, reinveste antes que você perceba a oportunidade. Um cérebro que dorme menos que você. Que pensa melhor. Que não esquece.

Não é mais sobre banco digital. É sobre banco autônomo. Está indo rápido demais?

Enquanto ele falava, parte da plateia sorria. Outra arregalava os olhos. Porque havia ali um subtexto difícil de engolir, sim, o futuro já está resolvendo problemas que você ainda nem percebeu que tem. E se o seu negócio depende de processos, análise, decisão… talvez ele também esteja com os dias contados. Ou, no mínimo, com os neurônios em risco.

Rafael Stark é um engenheiro com senso de urgência que não quer nos convencer. Ele quer ultrapassar os limites.

Ele não quer que você entenda o que está acontecendo. Ele quer que o sistema funcione antes que você consiga reagir.

E no fim da palestra, o que ficou no ar não foi só a promessa de um banco que pensa. Mas a constatação incômoda de que talvez já estejamos sendo pensados por ele.

Marco Marcelino

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no tempo certo

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