IA não é tema, é destino.
Mariano entrou na sala com algo mais que números. Entrou com uma bandeira. Falou de VTEX, claro, mas falou também do que poucos ousam chamar pelo nome: engineering Brasil. Não o país da commodity. Mas o país da criatividade que vira código. Da gambiarra que vira método. Da persistência que vira produto global.

Mariano entrou na sala com algo mais que números. Entrou com uma bandeira. Falou de VTEX, claro, mas falou também do que poucos ousam chamar pelo nome: engineering Brasil. Não o país da commodity. Mas o país da criatividade que vira código. Da gambiarra que vira método. Da persistência que vira produto global.
“VTEX é como WEG. Como Embraer.” Não era orgulho. Era constatação.
Enquanto falava, aqueles que estavam presentes já não olhavam só para a tela, olhavam para si. Olhavam para o Brasil que constrói, que exporta tecnologia, que atrai delegações da Alemanha, dos Estados Unidos, da Colômbia para entender o que a gente inventou dessa vez.
Santiago entrou em seguida e completou: não dá pra esperar a tempestade passar. É preciso navegar nela. O varejo latino está em crise? Está. Mas é justamente por isso que a transformação se impõe. Com juros altos, consumo retraído e canais se reinventando em tempo real, o que mata é parar. E o que salva é o agente — de IA, de mudança, de propósito.
“Retail media não é futuro. É margem hoje.”
“AI não é tema. É ferramenta.”
“Eficiência não é discurso. É sobrevivência.”
Rafaela trouxe os casos práticos: Fast Shop, Americanas, Stanley Black & Decker, Mondelez. Marcas que tinham plataforma própria. Que achavam que controle era sinônimo de autonomia. Que entenderam, na pele, que escalar não é mais sobre possuir, é sobre integrar. Sobre ser espinha dorsal. Sobre migrar em 20 dias antes da Páscoa e não quebrar. Sobre processar todos os canais, da loja física ao televendas, no mesmo motor digital.
Mais de 2.400 marcas. Mais de 50 bilhões de reais em transações. 25 mil pessoas no VTEX Day.
E um evento que começou com 70 participantes e hoje vende ingresso como show da Beyoncé.
Mas talvez o maior dado nem seja esse. Talvez o maior dado seja o que a gente sente ao ouvir Mariano repetir: “Abrimos a empresa em março de 2000. Em abril, a bolha da internet explodiu. Aprendemos rápido que não bastava estar no jogo. Era preciso amar o jogo.”
E se 2000 foi a internet, 2025 é a era dos agentes.
A diferença?
Dessa vez, a revolução começa aqui.
Gustavo Fleming Martins
Relacionados
EventosInovaçãoNegóciosBenzin, um clube moldado por curadoria e emoção
No Campo de Marte, território onde São Paulo aprendeu a olhar para cima, o Benzin Motor Club foi apresentado nesta terça-feira, dia 10 de fevereiro. Não como produto. Não como evento. Mas como intenção. A nova sede da Avantto virou palco. E palco nunca é neutro. Ele seleciona, filtra, delimita. Escolhe quem sobe, quem observa e quem apenas escuta o eco depois.
EventosInovaçãoNegóciosA Cidade como Palco da Criatividade
Na noite do lançamento da SP2B, em São Paulo, 240 pessoas se reuniram no SP Hall. O clima era de expectativa, como quem assiste ao nascer de uma estrela. De um lado, Pacete conduzia a conversa com firmeza e leveza. Do outro, Hugh Forrest, cofundador do SXSW, carregava consigo 35 anos de experiência em transformar uma ideia local de Austin em um epicentro global da inovação.
EventosInovaçãoNegóciosOuro bate à porta da Nasdaq
A mineradora Aura Minerals acaba de dar um passo decisivo para ampliar sua presença global no mercado de capitais. Na tarde desta segunda-feira, 7 de julho, a empresa lançou oficialmente sua oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos, com planos de levantar US$ 210 milhões. Se houver forte demanda, a oferta poderá ser ampliada em 15%, atingindo até US$ 290 milhões.