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RBR vende portfólio logístico para XP por R$ 1,15 bi e aposta em reciclagem com foco no “Raio 30”

Em um dos maiores movimentos recentes do mercado imobiliário brasileiro, a RBR Asset vendeu todo o seu portfólio de logística para a XP Asset por R$ 1,15 bilhão. O negócio consolida a XP como uma das maiores gestoras de ativos logísticos do país, com o fundo XPLG11 ultrapassando R$ 4,5 bilhões em patrimônio líquido.

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
RBR vende portfólio logístico para XP por R$ 1,15 bi e aposta em reciclagem com foco no “Raio 30”

Movimento reposiciona a RBR no mercado de galpões premium e reforça o domínio da XP Asset no setor, com XPLG11 chegando a R$ 4,5 bilhões em patrimônio

Em um dos maiores movimentos recentes do mercado imobiliário brasileiro, a RBR Asset vendeu todo o seu portfólio de logística para a XP Asset por R$ 1,15 bilhão. O negócio consolida a XP como uma das maiores gestoras de ativos logísticos do país, com o fundo XPLG11 ultrapassando R$ 4,5 bilhões em patrimônio líquido.

A transação incluiu dois fundos da RBR: o RBR Log, que detinha seis centros logísticos com mais de 208 mil m² de ABL, e o RBR Desenvolvimento Logístico, focado em empreendimentos em Guarulhos e São Bernardo do Campo. Grande parte do pagamento foi feita em cotas do XPLG11, estratégia comum em tempos de juros altos, permitindo à RBR liquidez gradual e manutenção dos dividendos aos cotistas.

A decisão estratégica da RBR mira a concentração em ativos localizados no chamado “Raio 30” de São Paulo, regiões até 30 km dos grandes centros, onde há maior demanda por last mile e menos volatilidade de mercado. A reforma tributária reduziu o apelo de regiões como Extrema, que perderam competitividade sem os incentivos fiscais, e aumentou o foco de investidores em áreas com oferta restrita e alta pressão por frete rápido.

Com a venda, a RBR inicia uma fase de reciclagem de portfólio. A gestora já mapeou 60 galpões em potencial, com 10 negociações avançadas, principalmente na Grande São Paulo, BH e Curitiba, além de sondagens no Sul e Nordeste. A estratégia é clara: sair de ativos menos centrais e reinvestir em localizações premium com alta perspectiva de valorização do aluguel.

Do outro lado da mesa, a XP Asset, liderada por Pedro Carraz, reforça sua presença no segmento como compradora ativa, ao lado de gigantes como BTG Pactual. A operação eleva seu portfólio logístico para R$ 8 bilhões, refletindo o apetite do mercado por ativos reais e resilientes em tempos de incerteza macroeconômica.

Autor

Gustavo Fleming Martins

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