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Os movimentos estratégicos para atuar em 2026 

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Depois de anos de aceleração tecnológica, 2026 marca uma virada menos barulhenta e muito mais profunda. Não é mais sobre adotar tecnologia . É sobre integrar tecnologia digital e tecnologia humana com consciência, critério e maturidade. 

Mergulhando em diversos reports de tendências destaco os 7 movimentos que reforçam essa tese: 

  1. O fim do hype e o início da maturidade em IA

A IA deixa de ser promessa e passa a ser disciplina operacional. O valor não virá de novos modelos, mas da integração real com processos, dados e decisões do negócio. 

A Deloitte aponta que, em 2026, o foco das empresas migra do “experimentar IA” para fazer a IA funcionar de forma consistente e escalável, com mais atenção a governança, dados e arquitetura do que a inovação pontual.  

  1. A inteligência invisível vence a tecnologia explícita

A IA mais poderosa é a que desaparece da interface. Ela se integra a sistemas já existentes e melhora a experiência sem exigir esforço cognitivo adicional das pessoas. 

 Segundo estudos, o uso diário de IA embutida em aplicações existentes será quase 3 vezes maior do que o uso de ferramentas de IA standalone em 2026. 

  1. Agentic AI redesenha liderança e tomada de decisão

Agentes de IA deixam de apenas apoiar tarefas e passam a executar ações com autonomia limitada, exigindo um novo modelo de liderança. 

O report da IBM mostra que 70% das empresas esperam usar agentes autônomos até o fim de 2026, e 84% dos executivos já percebem decisões melhores e mais rápidas com esse apoio.  

  1. Burnout deixa de ser problema individual e vira falha sistêmica

Mesmo com mais tecnologia, o esgotamento persiste. Isso expõe um problema estrutural: automatizamos tarefas, mas não redesenhamos expectativas, processos e cultura para esse novo contexto de mundo.  

 Os dados revelam isso com 83% dos profissionais relatando algum nível de burnout, enquanto o engajamento cai de 88% para 64% em um ano.  

A questão não é só sobre trabalhar mais ou com mais tecnologias, e sim trabalhar sem significado. E aí vem o próximo item. 

  1. Cultura organizacional vira infraestrutura invisível de performance

 Cultura deixa de ser discurso inspiracional. 

Ela passa a orientar decisões, relações de poder e o uso responsável da tecnologia. 

Apenas 36% dos profissionais dizem que a cultura da empresa é clara e realmente orienta o trabalho diário, um gap crítico em ambientes cada vez mais automatizados. 

Há cada vez menos tolerância a discursos desconectados da prática. Cultura, liderança e tecnologia precisam contar a mesma história. 

  1. Reskilling contínuo deixa de ser iniciativa de RH e vira estratégia de sobrevivência

 A velocidade da IA está deslocando competências mais rápido do que as estruturas de aprendizagem conseguem acompanhar. Nesse ano, não se trata mais de treinar pessoas para ferramentas, mas de reaprender a trabalhar, decidir e colaborar com sistemas inteligentes. E mais, para engajar os colaboradores precisamos fazer com que cada um entenda a sua relevância, utilidade e mantenha a confiança em um mundo automatizado. 

Estudos da IBM indicam que a maioria dos executivos reconhece que suas equipes ainda não estão prontas para operar com IA de forma estratégica, e que o maior risco não é a tecnologia mas a falta de novas habilidades cognitivas, analíticas e humanas para usá-la bem. 

  1. A economia da atenção expõe o colapso cognitivo silencioso

E por fim, e pra mim o mais importante, o novo limite não é mais tecnológico, é humano. 

Mesmo com mais automação, mais dados e mais IA, estamos com sobrecarga mental, dificuldade de foco, sensação constante de urgência e tomando decisões cada vez mais reativas. 

Estamos vivendo o desafio da fragmentação cognitiva em ambientes hiperacelerados. E isso impacta em como fazemos gestão e como também estamos conectando com nossos consumidores/ clientes nesse contexto.   

Segundo o relatório Life Trends da Accenture a economia da atenção entra oficialmente em colapso com excesso de notificações, feeds infinitos e decisões contínuas. O valor migra para como colaboramos para reduzir a carga mental, ao invés de aumentar os estímulos. 

2026 não será lembrado como o ano da inteligência artificial. Espero que seja lembrado como o início da era da inteligência integrada e consciente, quando tecnologia digital e tecnologia humana deixam de competir e aprendem a cooperar. E quando pessoas, tecnologia e instituições avançam juntas nesse movimento.  

E isso muda tudo. 

 

Andrea Dietrich

Estrategista de Transformação Digital & Branding, Co-founder da Ambidestra, Podcaster e Palestrante

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