Só aposte no que valer a pena

Em Las Vegas, Wall Street ou qualquer outro lugar onde houver risco para ganhar dinheiro, não ignore o clichê: “só se deve apostar o que se possa perder”. Bem, em primeiro lugar devo dizer que apostar onde vale a pena é de fato muito vago até descobrir que não se tem muita segurança sobre o controle das ações e resultados.
Nesse ponto quanto maior o número de informação, maior o conhecimento e mais seguro se torna o investimento. Mas é fato que nos dias de hoje, a inquietude empreendedora tira as fichas do próprio negócio para investir em outros meios. E ai vem algumas reflexões. Esse dinheiro vai fazer falta?
O segundo ponto é: o retorno sobre o investimento é maior do que eu teria no meu negócio? Eu conheço onde eu irei aplicar o dinheiro mais do que eu conheço o meu negócio? Parece um papo vendedor de alguém que quer lhe vender um investimento, mas eu preciso lhe contar uma coisa. E eu poderia usar dezenas de axiomas para chamar a atenção sobre o movimento quem vem acontecendo com muitas empresas no Brasil. O OLHO DO DONO É QUE ENGORDA O GADO.
A empresa começou pequeno, pensou grande e cresceu rápido. Isso não é um caso isolado. Tão difícil quanto alcançar o ponto de equilíbrio e entender o tamanho ótimo da empresa, é descobrir o resultado e entender a necessidade de capital de giro. Tantas vezes o lucro vem de uma estratégia contábil, tributária ou logística que o foco principal deixa de lado alguns pontos importantes como atendimento, qualidade e posicionamento de produto.
A voracidade tem ainda gastos invisíveis e o desafio para a questão do que vale a pena, muitas vezes fica de lado. Damos ouvido ao que é mais fácil e mais confortável. Quando nos damos conta, o clube da Luluzinha está propagando com falso otimismo, um caminho que leva nada a lugar algum.
A vaidade decide no lugar da competência e os erros só parecem preocupantes quando a soma de tudo isso é maior que o desejo real de prosperar. Nesse momento, o desespero começa a cortar o que está pela frente e sem dar conta da pergunta: mas o que vale a pena, demitimos a qualidade e damos ouvidos a quem consegue gerar expectativas. Até se dar conta que as pessoas que valem a pena estão desmotivadas, cansadas e começam a deixar o que vale a pena de lado.
Esse editorial é um composto de 5 histórias reais de mercado, que deixarão de existir, ainda que hoje o seu faturamento seja de milhões por ano. Uma pena. Mas outras exatas 187 empresas vão facilmente atender essa demanda. Porque ninguém é insubstituível quando o valor percebido deixa de existir.
O que vale a pena investir, além da sua marca? As pessoas, os processos...
Marco Marcelino
Relacionados
EditoriaisO futuro pertence a quem entende pessoas
Existe uma cena curiosa acontecendo dentro das empresas. Nunca tivemos tanto dado. Nunca tivemos tanta tecnologia. Nunca tivemos tantas respostas. E, ainda assim, nunca vimos tanta dificuldade para formular boas perguntas.
EditoriaisO erro não está na tecnologia
Existe uma diferença brutal entre empresas que usam tecnologia… e empresas que entendem pessoas. Ao ouvir Juliana D’Auria falar sobre fashion tech, omnicanalidade, IA e dados, uma percepção ficou inevitável… talvez o erro do mercado nunca tenha sido falta de inovação. Talvez o erro esteja na superficialidade.
EditoriaisO que sustenta o gigante
Sessenta e cinco bilhões de reais por ano. Trinta e sete mil colaboradores. Novecentas e dezessete cidades. Trinta e sete milhões de clientes. O Magazine Luiza é um gigante. Mas a pergunta que importa não é o tamanho. É o que sustenta esse tamanho.