Existe uma diferença brutal entre empresas que usam tecnologia… e empresas que entendem pessoas. Ao ouvir Juliana D’Auria falar sobre fashion tech, omnicanalidade, IA e dados, uma percepção ficou inevitável… talvez o erro do mercado nunca tenha sido falta de inovação. Talvez o erro esteja na superficialidade.
Empresas compram inteligência artificial sem inteligência estratégica. Implantam CRM sem compreender cliente. Falam sobre dados sem conseguir interpretar comportamento humano.
E então nasce o teatro corporativo moderno… dashboards coloridos, relatórios infinitos e decisões cada vez mais vazias de contexto.
A fala de Juliana sobre tecnologia foi precisa… ela deixa de ser narrativa quando gera implementação, otimização e valor. Simples assim.
O problema é que boa parte das empresas transformou inovação em estética. Confundiram transformação digital com assinatura de software. Enquanto isso, marcas realmente fortes seguem fazendo algo antigo, quase artesanal… entendem pessoas.
Por isso achei sofisticada a visão da Aramis ao conectar branding, margem e recorrência. Marca não é vaidade do marketing. Marca é preservação de valor.
Quando uma empresa entra num looping eterno de promoção, talvez ela esteja apenas confessando que perdeu relevância. Preço vira muleta quando valor desaparece. E aqui talvez esteja exatamente onde mora o erro. Dados não substituem sensibilidade. IA não substitui repertório. Tecnologia não substitui clareza.
O consumidor continua comprando aquilo que sempre comprou… pertencimento, identidade, autoestima e experiência.
A diferença é que agora tudo isso também precisa fazer sentido para os algoritmos.