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Quem sabe faz a hora (não espera acontecer)

Por Marco Marcelino··2 min de leitura
Quem sabe faz a hora (não espera acontecer)

Oque define as nossas escolhas? O futurologista Tiago Mattos, palestrante na segunda edição do DCX (Digital Commerce Experience), perguntou para a plateia: “Saber que amanhã você não estará vivo faria da sua escolha estar aqui agora?” Se a resposta é não, você também concorda que o futuro altera o presente, e as nossas escolhas precisam ser mais bem elaboradas.

Quantas vezes não desperdiçamos tempo com pessoas e atividades que, sabemos, não farão nenhum sentido para as nossas vidas? Diante disso, conseguimos avançar com a ideia do quão caro é o nosso tempo. E também entender que cada vez mais precisamos melhorar a competência de planejar, agir e mensurar.

O ano ainda está em curso, mas é comum escutar de executivos que 2019 já acabou. “Nesse final de ano é provável que nada mais aconteça. Vamos deixar para o começo do ano.” Mas em se tratando de protelar, devemos considerar como “começo do ano” só o que vier depois do Carnaval?

Muitas vezes não nos damos conta de que ainda restam três meses para o final de ano e que, entre 1º de janeiro e o Carnaval, lá se vão mais outros três meses. Ou seja, quem antecipa o final do ano e adia o começo está perdendo metade de cada ano. Metade das oportunidades de negócios. Metade da vida.

Talvez esse seja um dos motivos de crise nas empresas: esperar pelo tempo ideal em vez de construir novas janelas de oportunidades. Como buscamos justamente o contrário nas nossas edições, exemplos de empresários que não esperam para fazer, tenho orgulho de trazer mais um empreendedor que faz seu próprio tempo – e se beneficia disso.

Um homem do negócio de comunicação visual que, diante de equipamentos com tecnologia ultrapassada de solventes, decidiu mudar e já anuncia a terceira impressora UV gel. Sim, estou falando do Ortega, esse rapaz simpático e sorridente que está na matéria de capa desta edição.

O Brasil de hoje não é o melhor de todos os tempos, e talvez nunca será. Um país do futuro precisa de mentes inquietas e inconformadas para que soluções sejam criadas. Ao deixar a tecnologia que utilizava solvente de lado, Ortega encarou o desafio de mostrar seus valores.

A busca pela qualidade pode, sim, respeitar o meio ambiente e trabalhar em cima da economia de recursos plásticos – como foi o caso de substituir o processo de laminação. Muitas vezes pensamos em preço como barreira de mudanças, mas o custo de não mudar pode tirar uma empresa do cenário competitivo.

Manter clientes e o faturamento é apenas um dos desafios do equilíbrio entre despesas e investimentos. No caso da empresa de Ortega, vemos um exemplo de arrojo na mudança associado a um propósito alinhado aos valores do seu empreendimento. Esse é o caminho. Que possamos refletir cada vez mais na direção de fazer hoje algo de que tenhamos orgulho amanhã.

Abraço e até a próxima edição.

Autor

Marco Marcelino

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