Editoriais

O que te faria mudar de ideia?

Por Marco Marcelino··3 min de leitura
O que te faria mudar de ideia?

S e tivesse que definir esse ano em uma palavra, não pensaria duas vezes para elencar a palavra rali, que representa bem a corrida que foi 2019.

Dos fatos políticos aos desafios comerciais, 2019 tem figurado como um ano VUCA (volatility, uncertainty, complexity e ambiguity). Esse termo é um acrônimo e foi traduzido do inglês baseando-se nas teorias de liderança de Warren Bennis e Burt Nanus para descrever, ou refletir, sobre a volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade das condições gerais percebidas como resultado do final da Guerra Fria, que durou até 1991 — não que estejamos em guerra, eu acho.

Apesar do contexto militar, a expressão traduz muito bem os desafios enfrentados no âmbito empresarial, especialmente nos dias de hoje, marcados pela era digital. O volume de informações e a agilidade com que as mudanças ocorrem interferem, diretamente, no posicionamento das empresas, causando verdadeiras transformações, para o bem e para o mal.

Algumas empresas ficam pelo caminho, outras, no entanto, continuam correndo. Mas, meu caro leitor. Existem aquelas que estão voando. Poucas, aos meus olhos, mas elas estão aí provando assertividade e fazem muito por merecer. Elas investiram e se prepararam, em algum momento, para tomar risco e ousar. Mas, o que preciso destacar aqui, é que a transformação nem sempre é deliberada.

A incapacidade de prever o futuro, mesmo olhando dados presentes, dificulta as relações e a capacidade de agir. E isso é mais comum do que imaginamos. Este ano foi um daqueles que despertam questionamentos, trazendo à tona o quanto precisamos deixar ainda mais claro as nossas ofertas e entregas.

Afinal, vamos ser francos: a expectativa frustrada, muitas vezes, vem da capacidade de saber escutar e ou saber o que dizer. E quando as informações são ignoradas, só tende a piorar. No entanto, diante do rali que foi 2019 e da contagem regressiva para o novo ano, vivenciamos um período em que nós, como instituições, paramos para avaliar a trajetória e, assim, se preparar para o novo ciclo. Particularmente, acredito que 2020 será um ano épico.

Não somente pelo cenário econômico e ciclo de acontecimentos globais, mas porque, acima de tudo, aprendemos muito. Por isso, as oportunidades virão em diferentes contextos. Ao mesmo tempo, é preciso considerar que os clientes estão cada vez mais abertos a compartilhar as suas dores e necessidades e, assim, fazer com que o mercado se aperfeiçoe ainda mais e crie oportunidades únicas nos diferentes nichos.

Porém, neste momento de avaliação, é importante lembrar que você não precisa se debruçar em características técnicas para vender uma solução ou serviço. Mas precisa aumentar a percepção do público-alvo por meio de conteúdo relevante que faça com ele enxergue, entenda e escolha o seu serviço.

Essa é uma das estratégias que pode garantir a diferenciação de mercado e fazer com que o seu negócio esteja entre aqueles que voaram durante 2019. Eu acredito nisso e considero que a mudança estratégica, com ideias e ações que fazem a diferença, são cruciais para construir um novo presente, mas sempre de olho no futuro.

E você? Já têm ideias para 2020?

Autor

Marco Marcelino

Relacionados

Editoriais

O futuro pertence a quem entende pessoas

Existe uma cena curiosa acontecendo dentro das empresas. Nunca tivemos tanto dado. Nunca tivemos tanta tecnologia. Nunca tivemos tantas respostas. E, ainda assim, nunca vimos tanta dificuldade para formular boas perguntas.

Por Marco Marcelino
Editoriais

O erro não está na tecnologia

Existe uma diferença brutal entre empresas que usam tecnologia… e empresas que entendem pessoas. Ao ouvir Juliana D’Auria falar sobre fashion tech, omnicanalidade, IA e dados, uma percepção ficou inevitável… talvez o erro do mercado nunca tenha sido falta de inovação. Talvez o erro esteja na superficialidade.

Por Marco Marcelino
Editoriais

O que sustenta o gigante

Sessenta e cinco bilhões de reais por ano. Trinta e sete mil colaboradores. Novecentas e dezessete cidades. Trinta e sete milhões de clientes. O Magazine Luiza é um gigante. Mas a pergunta que importa não é o tamanho. É o que sustenta esse tamanho.

Por Marco Marcelino