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Quão rápido está o mundo.

Editorial da Edição 218

Por Marco Marcelino··2 min de leitura
Quão rápido está o mundo.

“O tempo da pole position de hoje será o tempo do último colocado de amanhã.”

Eu escutei essa frase, em meados de 2000, quando entrevistava o então presidente da Sansuy, Dr. Takeshi Honda. Infelizmente falecido, ele foi um gênio que me inspirou a entender a dinâmica das mudanças através do tempo. E saber dirigir um negócio é como pilotar um carro.

A dirigibilidade é a capacidade de controlar e conduzir um carro ou uma empresa ao destino desejado. E, nesse tom de analogia, me valendo da presença ilustre na capa do Cláudio Rawicz, um grande comunicador que está à frente da Audi no Brasil, ouso provocar uma reflexão: qual é o nosso limite de velocidade? Qual é o seu?

Levando em consideração que estamos falando mesmo é da gestão de uma empresa, você tem clareza sobre seus pontos de partida e chegada?

Quando uma marca cria um veículo como o Audi e-tron, um modelo esportivo com dois motores elétricos, a engenharia precisa da comunicação para destacar e construir sua narrativa de valor.

Quem já viu a icônica foto do empreendedor Amaral Gurgel, em 1974, apresentando o carro elétrico ao Silvio Santos? Será que temos a capacidade de exercitar a escuta ativa?

Temos bons comunicadores para traduzir pontos relevantes da nossa engenharia? Ou, nas nossas empresas, estamos chamando maçaneta de puxador ao comunicar nossos serviços?

É bem verdade que a complexidade da maquinaria de carros e empresas nos leva a crer que, sozinhos, nada fazemos. A soma das competências qualifica o entregável do produto e transfere a percepção de valor que temos diante do mercado.

Fabricar o primeiro elétrico em série da marca deve ter sido um momento histórico para a Audi. Imagine o que não se passou desde a primeira ideia? Imagine agora que todos os vendedores de Audi do mundo precisam ter conhecimento sobre a tecnologia de um carro elétrico.

Percebe a necessidade de comunicar bem?

E um ponto essencial é a velocidade com que tudo isso precisa acontecer.

Ter um produto inovador não significa que será um sucesso. É preciso investir! Acelerar no tempo certo para otimizar o tempo e mudar rápido aquilo que está dando errado. A velocidade se tornou uma variável importante, por isso dados inteligentes ajudam empresas com alta performance. Quem protela em tempo de crise, perde clientes e o pódio.

Não atender o cliente no tempo dele é um dos pontos de troca de muitos de nós na internet. O fato é que estamos mais imediatistas, por isso investir em desempenho não é mais um luxo. Para muitos setores é uma necessidade essencial – que tem sido pouco valorizada pelas práticas organizacionais.

Para fechar essa analogia, queria citar um outro grande empresário, Mariano Gomide, da VTEX: "antes frear um maluco do que empurrar um burro".

Autor

Marco Marcelino

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