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Carinho antes é interesse. Carinho depois é atenção

Por Marco Marcelino··3 min de leitura
Carinho antes é interesse. Carinho depois é atenção

Ninguém é uma ilha. Nenhum de nós é capaz de conquistar as coisas sozinho. Esse entendimento nos leva à necessidade de conexão, seja por conveniência ou oportunidade, o interesse inicial é sem dúvida uma espécie de expectativa que projetamos no outro.

Se deixarmos o senso comum de lado e olharmos com pensamento crítico, o que sustenta essa expectativa é descobrir algo interessante em alguém. Geralmente, o valor percebido está relacionado a novas oportunidades ou a um conjunto de valores alinhados com os nossos desejos. Assim surgem as identificações e a disposição para seguirmos juntos.

Então, o desafio analítico é desenhar uma esfera de influência e saber para quem podemos ser interessantes. Se queremos novos voos, precisamos revisitar os nossos predicados e nos desafiar. Ou seja, saber as novas lutas que queremos lutar. Eu gosto muito do termo “self-made man”, do senador americano Henry Clay, cunhada em 1842 para descrever indivíduos cujo sucesso estava dentro deles próprios. Me identifico com pessoas assim, o que não é tão simples. Parece óbvio dizer que precisamos vencer as dificuldades em vez de desistir, mas, não à toa, o fracasso agrada a maioria das pessoas.

Se, por um lado, você consegue identificar os interesses antes ou depois da relação, também poderá, de forma analítica, identificar quais competências retêm esse interesse. O que pauta a relação contínua é um conjunto de valores, a começar pela característica de comportamento de cada um.

Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Jung, que aliás, criou a psicologia analítica, os conceitos de personalidade podem pautar a relação entre as pessoas. Se você entender de pessoas e conseguir estabelecer as melhores conexões, creio que os seus objetivos ganharão uma escala exponencial de crescimento. Por isso mesmo, o networking é uma das mais poderosas ferramentas de relacionamento. Mas calma, não se engane: volume não é qualidade, e ter profissionais renomados na sua rede não significa que estejam ativos e conectados com os seus objetivos.

E aí, você saberia avaliar a qualidade da sua rede de contatos? O quanto o seu negócio poderia crescer, evoluir ou se transformar em novos cenários desafiadores? O caminho analítico é, talvez, um dos poucos capazes de nos mostrar onde estamos e o que precisamos fazer para atingirmos os nossos objetivos de maneira exponencial.

Quanto maior o nosso nível de atenção, maior a nossa capacidade de estar conectado com as boas oportunidades. É nesse ponto, de convergência de pensamento, que eu acho que essa edição com Leandro Baran na matéria de capa, vai nos provocar algumas reflexões. Sim, eu também acredito que a tecnologia e o dinheiro são tão somente o modal – embora cada vez mais necessário – para promover automações de processos. Mas a diferença continua na capacidade e energia, na conectividade entre as pessoas.

Quando entendemos que a humanização continuará sendo o caminho da evolução, investiremos na escuta ativa e no maior nível de atenção. Estar junto, com pessoas que possuem competências que nos complementam, é reforçar o entendimento de que juntos, vamos muito mais adiante.

Autor

Marco Marcelino

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