Editoriais

A cada momento, uma nova imagem

Por Marco Marcelino··3 min de leitura
A cada momento, uma nova imagem

Você conhece Nicéphore Niépce? Se é novidade para você, eu te conto: esse francês foi o criador do processo de heliografia (gravura com a luz solar), com o qual produziu, em 1826, aquela que é considerada a primeira fotografia da história – uma imagem do quintal de sua casa. Desde então, a fotografia continuou evoluindo em função do surgimento de novas tecnologias e processos. Como arte, chamou atenção graças ao olhar de gente como a britânica Julia Margaret Cameron, que fotografava celebridades do século 19, e o alemão Édouard Baldus, especialista no registro de paisagens, arquitetura e ferrovias.

A Kodak, uma das marcas mais conhecidas do mundo, ajudou a tornar a fotografia mais acessível ao público em geral. Outra marca relevante é a Canon Inc., fundada em 1937, em Tóquio, no Japão. Aliás, é um orgulho para mim, ter participado da história dessa empresa com serviços de inteligência de dados. Ambas são marcas admiradas, que fazem parte de nossas vidas e constroem memórias afetivas.

Com o cinema, a fotografia, que antes era apenas um “registro momentâneo da verdade”, como diria Henri Cartier-Bresson, passou a incluir o movimento. Desde então, a tecnologia de captura evoluiu, incluindo a criação de câmeras de filme de alta velocidade, câmeras de vídeo e, mais recentemente, câmeras digitais. Hoje, não é preciso ser inventor ou artista para registrar movimento. Qualquer um tem acesso a isso, seja com câmeras profissionais e drones, seja com o smartphone que você tem no bolso.

Com isso, os registros de imagens ganharam outras dimensões e protagonizam uma nova forma de entrega hoje em dia. Entre tantas facilidades e tecnologias, destacam-se aqueles que conseguem traduzir de forma criativa uma mensagem que conecta a resultados práticos. Não que seja tão óbvio assim: contratar um especialista para produzir uma sessão de fotos ou vídeo que vá além da captura de imagem é algo novo. Roteiros focados em contar a história de empreendedoras estão entre as tendências atuais.

Quando encontramos profissionais como Matheus Lins e os resultados entregues pelo time da Trinta Dezessete, percebemos que a fotografia, seja estática ou em movimento, é capaz de captar o que há de extraordinário em cada trajetória de empresa, dando uma nova perspectiva a cada conjunto de fatos.

Nossa entrevista com Matheus Lins traz uma história que, na minha opinião, mistura conhecimento de composição, cuidado com a luz, técnicas de foco, sensibilidade estética, planejamento e uma pós-produção de qualidade. É um prazer tê-lo na nossa capa, Matheus. Sou um grande fã do seu trabalho.

Em uma era quando qualquer pessoa pode fotografar ou filmar, conhecer artistas-empreendedores como Matheus me inspira a produzir algo novo. Já tivemos, em nossas capas, outros craques da imagem, como Gabriel Wickbold e Lucas Rosa. Agora é gratificante ouvir do próprio Matheus Lins os passos e episódios especiais de sua bela carreira e de sua empresa. Eis alguém que está sempre buscando se aperfeiçoar e ter uma visão inovadora, criativa, que vai além do briefing do cliente. Essa matéria de capa já entra para a história da Empresário Digital.

Autor

Marco Marcelino

Relacionados

Editoriais

O futuro pertence a quem entende pessoas

Existe uma cena curiosa acontecendo dentro das empresas. Nunca tivemos tanto dado. Nunca tivemos tanta tecnologia. Nunca tivemos tantas respostas. E, ainda assim, nunca vimos tanta dificuldade para formular boas perguntas.

Por Marco Marcelino
Editoriais

O erro não está na tecnologia

Existe uma diferença brutal entre empresas que usam tecnologia… e empresas que entendem pessoas. Ao ouvir Juliana D’Auria falar sobre fashion tech, omnicanalidade, IA e dados, uma percepção ficou inevitável… talvez o erro do mercado nunca tenha sido falta de inovação. Talvez o erro esteja na superficialidade.

Por Marco Marcelino
Editoriais

O que sustenta o gigante

Sessenta e cinco bilhões de reais por ano. Trinta e sete mil colaboradores. Novecentas e dezessete cidades. Trinta e sete milhões de clientes. O Magazine Luiza é um gigante. Mas a pergunta que importa não é o tamanho. É o que sustenta esse tamanho.

Por Marco Marcelino