Inovação|Negócios|Produtos e Novidades>Tecnologia

Rodobens cresce 70% no agro com consórcios e amplia presença no interior

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Rodobens cresce 70% no agro com consórcios e amplia presença no interior

Com 75 anos de atuação, a Rodobens reforça sua vocação para o agronegócio com um crescimento de 70% nas vendas de consórcios voltados para máquinas e caminhões em 2024. O avanço foi impulsionado pelo setor agrícola, que corresponde a 35% do total de créditos vendidos pela empresa no período, acumulando R$ 1,7 bilhão em vendas de cotas de consórcio nos primeiros nove meses do ano. Mesmo diante da alta de juros e de uma Selic projetada para 15% em 2025, a modalidade se consolida como alternativa competitiva frente ao financiamento tradicional.

O mercado de consórcios no Brasil mantém uma curva ascendente, com 11,22 milhões de participantes ativos em 2025, segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Equipamentos pesados da linha amarela, utilizados predominantemente no agro, lideram as vendas. Planos de até 100 parcelas, com taxas de administração de 2% ao ano e reajuste inflacionário de 5% a 6%, tornam o consórcio mais acessível que financiamentos, cuja taxa mínima alcança 15% ao ano.

Além de máquinas e caminhões, a Rodobens expande sua atuação no interior, especialmente em estados agrícolas como Goiás, Rondônia, Tocantins e Bahia. O crescimento do crédito para caminhões no agronegócio foi de 29% até o terceiro trimestre de 2024, reforçando a integração entre transporte e logística no setor. Consórcios para caminhões extrapesados, que chegam a custar R$ 2 milhões por conjunto, são um exemplo da demanda por bens de capital no campo.

A alta na Selic encarece o crédito tradicional, mas favorece o consórcio como solução econômica. De acordo com o diretor de Consórcio da Rodobens, Sebastião Cirelli, o modelo oferece flexibilidade para clientes que podem planejar a compra, especialmente em um ambiente de crédito mais restrito.

A empresa opera também em parcerias com marcas como Mercedes-Benz e mantém um portfólio diversificado, aberto a novas colaborações no agronegócio. O mercado agrícola continua sendo o principal destino das vendas da Rodobens, que projeta crescimento de dois dígitos em 2025, impulsionado por um cenário de safra positiva e alta demanda de exportação.

Autor

Gustavo Fleming Martins

Relacionados

Inovação|Negócios|Produtos e Novidades>Tecnologia

Salto Quântico, Cabeça Fria

A história da IQM no WebSummit Lisboa 2025 parece ficção científica, mas é só execução fria e ousadia técnica. Jan Goetz e Tom Henriksson revelaram como uma startup que começou com 12 milhões e nenhuma máquina funcionando virou líder global em computação quântica, levantou mais de 600 milhões e construiu a única fábrica privada de chips quânticos da Europa. É o capítulo mais concreto do salto quântico… onde laboratório, software aberto e ousadia humana se encontram para redesenhar o futuro da computação.

Por Marco Marcelino
Inovação|Negócios|Produtos e Novidades>Tecnologia

Nvidia enfrenta pressão geopolítica com acusações chinesas e mercado restrito para chips de IA

A Nvidia, empresa que lidera globalmente o fornecimento de chips para inteligência artificial, está no centro de uma disputa geopolítica que combina sanções comerciais, restrições tecnológicas e acusações de segurança cibernética. Após a proibição imposta pelos Estados Unidos à exportação de seus chips mais avançados — como o A100 e o H100 — para a China, a companhia desenvolveu versões alternativas “capadas” para o mercado asiático, sendo o H20 o principal modelo. Com menor largura de banda e desempenho limitado, o H20 foi projetado para cumprir os critérios regulatórios impostos por Washington sem abandonar o mercado chinês, que hoje representa cerca de 20% da receita global da empresa.

Por Gustavo Fleming Martins
Inovação|Negócios|Produtos e Novidades>Tecnologia

Flapper mira expansão internacional após captação de R$ 5,8 milhões e avança rumo à verticalização

A Flapper encerrou recentemente uma rodada de R$ 5,8 milhões via crowdfunding na plataforma Eqseed, superando a meta inicial de R$ 4,8 milhões e reunindo 409 investidores. A startup, que já opera com breakeven e faturou US$ 49 milhões no último ano, aposta no modelo de capital pulverizado não apenas como reforço de caixa, mas como estratégia de marca: cada investidor também atua como embaixador do serviço. A rodada sinaliza maturidade no mercado de equity crowdfunding, já que empresas com faturamento superior a R$ 50 milhões começam a buscar esse canal como alternativa às rodadas tradicionais.

Por Gustavo Fleming Martins