InovaçãoNegóciosProdutos e Novidades

Crédito tokenizado avança no Brasil com Mercado Bitcoin e Mynt na liderança

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
Crédito tokenizado avança no Brasil com Mercado Bitcoin e Mynt na liderança
Empresas exploram novas formas de financiamento no mercado em expansão

O mercado global de crédito privado movimenta aproximadamente US$ 1,7 trilhão, segundo a Preqin, enquanto o segmento de dívida tokenizada alcança US$ 9,5 bilhões, conforme a rwa.xyz. Apesar da diferença de proporções, a tokenização de crédito privado se destaca como o segundo maior segmento de ativos digitais do mundo, atrás apenas das stablecoins.

No Brasil, o Mercado Bitcoin ocupa a terceira posição global em emissão de crédito privado tokenizado, com US$ 171 milhões já emitidos e US$ 90 milhões em ativos de empréstimos ativos. A empresa experimentou crescimento de 200% em 2024 e planeja triplicar os números em 2025, com produtos destinados principalmente a investidores de varejo.

As operações realizadas incluem recebíveis de empresas como Chilli Beans, Dux Nutrition e Rappi. Baseadas no Marco Legal de Securitização de 2022, essas emissões ampliam o leque de direitos creditórios disponíveis e permitem que investidores individuais tenham acesso a instrumentos de renda fixa estruturados com tecnologia blockchain.

Outra estratégia do Mercado Bitcoin é financiar fintechs através de tokens, substituindo os tradicionais FIDCs por certificados de recebíveis. Isso reduz custos, eliminando despesas com custódia e registro, viabilizando operações menores entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões. Cerca de 200 transações desse tipo já foram realizadas para 20 fintechs no Brasil.

A Mynt, corretora do BTG Pactual, também prepara sua entrada no mercado de crédito privado tokenizado, apostando na eficiência tecnológica do modelo. Segundo André Portilho, diretor de ativos digitais do BTG, o alto potencial do segmento é reforçado pelo ambiente de juros elevados no Brasil, que impulsiona a demanda por ativos financeiros mais acessíveis e transparentes.

Os dados da S&P indicam um crescimento de 66% no segmento de ativos tokenizados em 18 meses, contrastando com os 22% do mercado de crédito privado tradicional em dois anos. Apesar disso, desafios regulatórios e questões relacionadas à qualidade do crédito e interoperabilidade entre plataformas ainda limitam a expansão total da tecnologia.

Especialistas apontam que a tokenização de ativos financeiros deve se expandir para outros setores, como imóveis, crédito de carbono e registro de automóveis, consolidando-se como uma alternativa inovadora no mercado financeiro global.

Autor

Gustavo Fleming Martins

Relacionados

InovaçãoNegóciosProdutos e Novidades

O que a Canon revela ao escolher dois

Dois fotógrafos, duas formas opostas de responder à mesma pergunta sobre o próprio futuro. Um encontra sentido na repetição do que já ama. O outro encontra sentido em olhar para trás e narrar a própria transformação. E foi justamente essa diferença que a Canon do Brasil decidiu colocar lado a lado nesta terça-feira, dia 14 de julho, na Casa Canon, em São Paulo.

Por Gustavo Fleming Martins
InovaçãoNegóciosProdutos e Novidades

Quando o conhecimento deixa de ser apenas seu

Existem pessoas extremamente competentes, com experiências riquíssimas, mas cujo impacto permanece restrito. E existem outras que conseguem transformar seu conhecimento em algo que ultrapassa a própria trajetória e alcança milhares de pessoas. O que separa esses dois caminhos raramente é talento ou experiência. O fator decisivo costuma ser outro: a decisão de organizar aquilo que se sabe.

Por Rosely Boschini
InovaçãoNegóciosProdutos e Novidades

BTG Pactual acelera expansão regional com aquisição de US$ 175 milhões no Uruguai

O BTG Pactual anunciou a compra de 100% das operações do HSBC no Uruguai por US$ 175 milhões, equivalente a quase R$ 1 bilhão. A transação envolve uma instituição com US$ 1,8 bilhão em ativos totais, carteira de crédito de US$ 1,1 bilhão e US$ 191 milhões em capital. A operação uruguaia está concentrada em Montevidéu, com cinco agências e atuação nos segmentos de wealth management, corporate banking e investment banking.

Por Gustavo Fleming Martins