InovaçãoInteligência ArtificialNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Você está disponível ou só está ocupado?

Você já se pegou dizendo “hoje o dia foi corrido, mas não rendeu”? Pois é. O chão de fábrica pode estar longe do seu cotidiano, mas o modelo de produtividade que rege as grandes indústrias pode, e deve, ser adaptado para a sua vida. A pergunta é: quanto da sua agenda está realmente disponível, e quanto está só ocupada?

Por Marco Marcelino··2 min de leitura
Você está disponível ou só está ocupado?
Você já se pegou dizendo “hoje o dia foi corrido, mas não rendeu”? Pois é. O chão de fábrica pode estar longe do seu cotidiano, mas o modelo de produtividade que rege as grandes indústrias pode, e deve, ser adaptado para a sua vida. A pergunta é: quanto da sua agenda está realmente disponível, e quanto está só ocupada? Na indústria, existe uma métrica chamada TEEP,  Total Effective Equipment Performance. Um nome pomposo, mas que, na prática, revela uma verdade simples: não importa o quanto você esteja disponível, importa o quanto você entrega com qualidade, no ritmo certo, com foco total. E aqui vai o soco no estômago: boa parte do nosso tempo não está programado. Vivemos como se fôssemos engrenagens soltas, à mercê das notificações, dos imprevistos, dos pedidos alheios. Nos confundimos entre atividade e produtividade, e esquecemos que estar ocupado não é o mesmo que estar operando com eficiência. OEE, a tal da Efetividade Geral dos Equipamentos, poderia muito bem ser traduzido como Efetividade Geral do Eu. E aí vale perguntar: •Quantas microparadas você faz por dia? •Quanta velocidade você perde checando redes sociais entre uma tarefa e outra? •Quanto do que você entrega precisa ser refeito porque foi feito sem atenção, sem intenção? A produtividade real não nasce da pressa, nasce da presença. Quando estamos inteiros numa atividade, sem distrações, sem pausas invisíveis, é aí que viramos máquinas de criação, de solução, de entrega. Mas atenção: produtividade não é uma cobrança desumana por mais resultados, é um convite para revisar os desperdícios invisíveis. É perceber onde está a perda de velocidade, a perda de qualidade, a perda de propósito. Se você fosse uma fábrica, onde estariam suas paradas não planejadas? Onde você poderia ajustar a máquina, reprogramar o ritmo, ou quem sabe trocar de ferramenta? A resposta pode estar em pequenos ajustes: dizer não a reuniões desnecessárias, fechar abas abertas demais (mentais e digitais), revisar processos que viraram hábitos automáticos mas que já não servem. Não é sobre fazer mais. É sobre fazer melhor. Com qualidade, com consistência e com tempo para respirar entre uma entrega e outra. Afinal, até as máquinas param para manutenção. E você?
Autor

Marco Marcelino

Relacionados

InovaçãoInteligência ArtificialNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Como a Temu encurta a distância para o topo

O e-commerce no Brasil não é um ringue de dois. É uma corrida com pelotão denso e pista longa. O Mercado Livre lidera com 13% de participação. A Shopee vem logo atrás com 9,4%. E a Temu, recém-chegada, já cravou 6,8% e ocupa o terceiro lugar. Em seguida aparecem Americanas com 3,8%, Shein com 3,8%, Samsung com 3,4%, iFood com 2,7%, AliExpress com 2,4% e Magalu também com 2,4%.

Por Marco Marcelino
InovaçãoInteligência ArtificialNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Volkswagen defende produção local e anuncia R$ 16 bilhões em investimentos no Brasil até 2028

A Volkswagen do Brasil está ampliando sua aposta na produção nacional como pilar de competitividade, inovação e geração de valor. Com investimento de R$ 20 bilhões programado para a América do Sul até 2028, sendo R$ 16 bilhões destinados exclusivamente ao Brasil, a montadora reforça sua estratégia de verticalização da cadeia automotiva local diante do avanço de montadoras chinesas e das discussões tarifárias em torno da importação de veículos elétricos. Apenas em 2025, a empresa projeta comprar R$ 26,3 bilhões em peças produzidas localmente, movimentando diretamente centenas de fornecedores brasileiros.

Por Gustavo Fleming Martins
InovaçãoInteligência ArtificialNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Spotify avança na diversificação de receitas enquanto lida com pressão de rentabilidade

O Spotify encerrou o último trimestre com 696 milhões de usuários ativos mensais, o que representa uma adição líquida de 23 milhões em relação ao trimestre anterior. Desses, 276 milhões são assinantes pagos, uma alta de 11% ano contra ano. A expansão do modelo premium contribuiu diretamente para os € 4,2 bilhões de receita trimestral, mas não impediu o prejuízo líquido de € 86 milhões no período, atribuído principalmente a despesas com marketing e estrutura operacional. A empresa segue investindo agressivamente em aquisição de usuários e ampliação de portfólio, mesmo diante da recente queda de 11% nas ações, a pior performance diária dos últimos dois anos.

Por Gustavo Fleming Martins