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Você está disponível ou só está ocupado?

Você já se pegou dizendo “hoje o dia foi corrido, mas não rendeu”? Pois é. O chão de fábrica pode estar longe do seu cotidiano, mas o modelo de produtividade que rege as grandes indústrias pode, e deve, ser adaptado para a sua vida. A pergunta é: quanto da sua agenda está realmente disponível, e quanto está só ocupada?
Na indústria, existe uma métrica chamada TEEP,  Total Effective Equipment Performance. Um nome pomposo, mas que, na prática, revela uma verdade simples: não importa o quanto você esteja disponível, importa o quanto você entrega com qualidade, no ritmo certo, com foco total.
E aqui vai o soco no estômago: boa parte do nosso tempo não está programado. Vivemos como se fôssemos engrenagens soltas, à mercê das notificações, dos imprevistos, dos pedidos alheios. Nos confundimos entre atividade e produtividade, e esquecemos que estar ocupado não é o mesmo que estar operando com eficiência.
OEE, a tal da Efetividade Geral dos Equipamentos, poderia muito bem ser traduzido como Efetividade Geral do Eu. E aí vale perguntar:
•Quantas microparadas você faz por dia?
•Quanta velocidade você perde checando redes sociais entre uma tarefa e outra?

•Quanto do que você entrega precisa ser refeito porque foi feito sem atenção, sem intenção?

A produtividade real não nasce da pressa, nasce da presença. Quando estamos inteiros numa atividade, sem distrações, sem pausas invisíveis, é aí que viramos máquinas de criação, de solução, de entrega.
Mas atenção: produtividade não é uma cobrança desumana por mais resultados, é um convite para revisar os desperdícios invisíveis. É perceber onde está a perda de velocidade, a perda de qualidade, a perda de propósito. Se você fosse uma fábrica, onde estariam suas paradas não planejadas? Onde você poderia ajustar a máquina, reprogramar o ritmo, ou quem sabe trocar de ferramenta?
A resposta pode estar em pequenos ajustes: dizer não a reuniões desnecessárias, fechar abas abertas demais (mentais e digitais), revisar processos que viraram hábitos automáticos mas que já não servem.
Não é sobre fazer mais. É sobre fazer melhor. Com qualidade, com consistência e com tempo para respirar entre uma entrega e outra. Afinal, até as máquinas param para manutenção. E você?
Marco Marcelino

Informação valiosa, 
no tempo certo

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