InovaçãoNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

iFood avança no varejo com compra de 20% da CRMBonus e mira sinergia de R$ 10 bilhões

O iFood adquiriu uma participação de 20% na CRMBonus, startup brasileira especializada em giftback e soluções de retail media, tornando-se seu segundo maior acionista. Embora o valor exato do aporte não tenha sido revelado, a rodada anterior da CRMBonus, liderada pela gestora Bond em 2024, avaliou a empresa em R$ 2,2 bilhões. Com base nesse valuation, o movimento atual do iFood representaria, no mínimo, R$ 440 milhões. As empresas negociam ainda a possibilidade de uma aquisição total em até três anos por R$ 10 bilhões, mais de quatro vezes o último valuation.

Por Gustavo Fleming Martins··2 min de leitura
iFood avança no varejo com compra de 20% da CRMBonus e mira sinergia de R$ 10 bilhões

O iFood adquiriu uma participação de 20% na CRMBonus, startup brasileira especializada em giftback e soluções de retail media, tornando-se seu segundo maior acionista. Embora o valor exato do aporte não tenha sido revelado, a rodada anterior da CRMBonus, liderada pela gestora Bond em 2024, avaliou a empresa em R$ 2,2 bilhões. Com base nesse valuation, o movimento atual do iFood representaria, no mínimo, R$ 440 milhões. As empresas negociam ainda a possibilidade de uma aquisição total em até três anos por R$ 10 bilhões, mais de quatro vezes o último valuation.

Com mais de 3 mil clientes e cerca de 35 mil lojas atendidas, incluindo Vivo, Arezzo e Vivara, a CRMBonus amplia a capacidade do iFood de integrar varejo físico e digital. O iFood, por sua vez, opera com 55 milhões de usuários ativos, realiza 120 milhões de transações mensais e atende 400 mil estabelecimentos parceiros. O Clube iFood, com mais de 13 milhões de assinantes, já tinha parceria ativa com a CRMBonus na distribuição de vales-bônus. A nova configuração acionária aprofunda esse vínculo, mirando integrações mais amplas entre as bases de dados e os canais de ativação de ambas as empresas.

Fundada em 2018, a CRMBonus já realizou cinco aquisições, sendo a mais recente a Oto CRM, que fornece soluções para lojas físicas. A estratégia de expansão da startup está centrada em aumentar o tráfego em pontos de venda e reduzir o custo de aquisição de clientes por meio de campanhas personalizadas. A empresa lançará no quarto trimestre a PresentelA, plataforma de presentes integrando WhatsApp, iFood e o próprio marketplace, com R$ 100 milhões previstos em marketing em 2026.

O investimento também conecta-se à ambição do iFood de diversificar frentes como iFood Benefícios, iFood Pago e softwares para restaurantes. Em 2025, a empresa comprou a divisão de software da Videosoft e investiu em startups como OPDV, 3S Checkout e Saipos. A expansão também incluiu uma fatia na Shopper e uma parceria com a Uber, além das negociações em curso para a compra da Alelo.

A Prosus, controladora do iFood, segue em trajetória agressiva de consolidação. Com meta de dobrar a receita global para US$ 12,5 bilhões até 2028, a holding concluiu aquisições como a Just Eat Takeaway (€ 4,1 bilhões) e a Decolar (US$ 1,7 bilhão), consolidando sua presença nos segmentos de delivery e consumo digital na América Latina.

Autor

Gustavo Fleming Martins

Relacionados

InovaçãoNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Salto Quântico, Cabeça Fria

A história da IQM no WebSummit Lisboa 2025 parece ficção científica, mas é só execução fria e ousadia técnica. Jan Goetz e Tom Henriksson revelaram como uma startup que começou com 12 milhões e nenhuma máquina funcionando virou líder global em computação quântica, levantou mais de 600 milhões e construiu a única fábrica privada de chips quânticos da Europa. É o capítulo mais concreto do salto quântico… onde laboratório, software aberto e ousadia humana se encontram para redesenhar o futuro da computação.

Por Marco Marcelino
InovaçãoNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Nvidia enfrenta pressão geopolítica com acusações chinesas e mercado restrito para chips de IA

A Nvidia, empresa que lidera globalmente o fornecimento de chips para inteligência artificial, está no centro de uma disputa geopolítica que combina sanções comerciais, restrições tecnológicas e acusações de segurança cibernética. Após a proibição imposta pelos Estados Unidos à exportação de seus chips mais avançados — como o A100 e o H100 — para a China, a companhia desenvolveu versões alternativas “capadas” para o mercado asiático, sendo o H20 o principal modelo. Com menor largura de banda e desempenho limitado, o H20 foi projetado para cumprir os critérios regulatórios impostos por Washington sem abandonar o mercado chinês, que hoje representa cerca de 20% da receita global da empresa.

Por Gustavo Fleming Martins
InovaçãoNegóciosProdutos e Novidades>Tecnologia

Flapper mira expansão internacional após captação de R$ 5,8 milhões e avança rumo à verticalização

A Flapper encerrou recentemente uma rodada de R$ 5,8 milhões via crowdfunding na plataforma Eqseed, superando a meta inicial de R$ 4,8 milhões e reunindo 409 investidores. A startup, que já opera com breakeven e faturou US$ 49 milhões no último ano, aposta no modelo de capital pulverizado não apenas como reforço de caixa, mas como estratégia de marca: cada investidor também atua como embaixador do serviço. A rodada sinaliza maturidade no mercado de equity crowdfunding, já que empresas com faturamento superior a R$ 50 milhões começam a buscar esse canal como alternativa às rodadas tradicionais.

Por Gustavo Fleming Martins